Viagem realça diferenças entre estilos

As duas presidentes sul-americanas se encontram em um ano simbólico para ambas. Dilma Rousseff começa seu governo como sucessora de seu principal cabo eleitoral, Luiz Inácio Lula da Silva, no ano em que Cristina Kirchner encerra o atual mandato e, numa provável disputa à reeleição, não terá a seu lado o marido e mentor político, Néstor Kirchner, que morreu em outubro e era considerado o "verdadeiro poder" na Casa Rosada.

ARIEL PALACIOS E LUIZ WEBER, O Estado de S.Paulo

30 Janeiro 2011 | 00h00

As diferenças das presidentes estão marcadas desde o início de suas carreiras políticas. Na ditadura militar brasileira, Dilma atuou em grupos guerrilheiros e foi presa e torturada. Quando as Forças Armadas da Argentina tomaram o poder, em 1976, Cristina estudava Direito e militava na Juventude Peronista ao lado de Kirchner, mas sem peso político e nunca chegou a ser presa.

No poder, ambas herdaram ministros dos antecessores: Cristina manteve 12 de 16 membros da equipe de Kirchner, enquanto Dilma escolheu 14 nomes que trabalhavam com Lula.

No trato com a imprensa, novas diferenças. Cristina é avessa a entrevistas e bate de frente com a mídia. Dilma adota relação mais profissional. Não por acaso, jornais argentinos críticos ao governo consideram a brasileira um "exemplo de moderação" que Cristina deveria seguir.

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