Vice de Alckmin diz que pesquisa CNT/Sensus é "muito estranha"

O candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Geraldo Alckmin (PSDB), senador José Jorge (PFL-PE), qualificou a pesquisa CNT/Sensus, divulgada nesta terça-feira, 8, pela Confederação Nacional do Transporte, de "muito estranha". A pesquisa mostrou queda de 7,5 pontos das intenções de votos no candidato tucano à Presidência, e causou surpresa ao comando político de sua campanha. "O resultado é muito estranho, porque esta pesquisa apresenta índices diferentes dos de outros institutos e difere, também, dos números dos Estados a que tivemos acesso", afirmou. José Jorge não fez críticas, mas disse que é preciso aguardar a divulgação de outras pesquisas, nesta semana, para fazer uma análise mais profunda.IlógicaMesmo prevendo, na semana passada, que Alckmin poderia perder alguns pontos na pesquisa, seus aliados não esperavam que a proporção fosse tão alta. "A pesquisa é ilógica, mas é preciso que os técnicos façam uma análise detalhada sobre o universo e a metodologia da sondagem", disse o senador Heráclito Fortes (PFL-PI), um dos coordenadores da campanha de Alckmin. Segundo ele, o PFL já encomendou análises técnicas de especialistas em pesquisas, entre eles o cientista político Antônio Lavareda, que trabalha para o partido. Tasso suspeitaSurpreendido com a pesquisa CNT/Sensus, que apontou uma queda de mais de sete pontos do candidato tucano, Geraldo Alckmin, à presidência da República e crescimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), pôs em dúvida o resultado da sondagem divulgada.Apesar de cauteloso e preferindo aguardar outras pesquisas, Tasso Jereissati afirmou: "Não sou de desacreditar em pesquisas, mas não acredito nesse resultado, pois não bate com as sondagens internas que temos".Em almoço com o coordenador da campanha de Alckmin, senador Sergio Guerra (PSDB-PE), o presidente do PSDB fez uma avaliação da pesquisa. Segundo o comando tucano não há elementos novos que justifiquem uma queda tão brusca no candidato."As pesquisas internas não dizem isso", comentou, na mesma linha Sergio Guerra, acrescentando que recebeu notícias favoráveis a Alckmin do interior do Rio de Janeiro e estados do sul do País.Manter estratégiaO líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), minimizou o resultado da pesquisa. "Pesquisa tem demais. Geraldo Alckmin tem cerca de 30% nas sondagens que temos. Não imaginamos nenhuma mudança substantiva antes do horário de propaganda eleitoral gratuita", afirmou.Segundo ele, Alckmin não deve alterar a estratégia de seu programa eleitoral por conta do resultado desta pesquisa. "Falta poucos dias para começar a se definir ´a campanha´", disse, em referência ao início da propaganda eleitoral na televisão, no próximo dia 15.Alckmin caiu de 27,2% das intenções de votos na sondagem feita em julho para 19,7%. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cresceu de 44,1% em julho para 47,9%; a candidata do PSOL, senadora Heloísa Helena, cresceu de 5,4% em julho para 9,3% agora.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.