Wilton Junior/AE
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Vice-governador defende atuação da PM no sequestro do ônibus no Rio

Pezão disse que, apesar das críticas, vê 'evolução da polícia'

Clarissa Thomé, O Estado de S. Paulo

10 Agosto 2011 | 15h15

RIO - O vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, defendeu a atuação da Polícia Militar no episódio do sequestro do ônibus na Avenida Presidente Vargas, numa contradição com a posição do comandante da corporação, coronel Mário Sérgio Duarte, que reconhece que os tiros "não fazem parte do protocolo". "Antes o ônibus saía e ninguém pegava. Tinha que atirar para parar o ônibus", afirmou o vice-governador.

 

 

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Apesar das críticas a respeito da atuação da PM e a comparação com o sequestro do ônibus 174, em junho de 2000, quando uma refém morreu depois de ser baleada por um policial, o vice-governador disse que vê "evolução da polícia". "Hoje a perícia mostra que a maioria dos tiros foi dada nos pneus ou pegou perto dos pneus. Então mostra que a polícia agiu, estava por perto", afirmou.

 

Ele lembrou ainda que não houve interferência do governo, numa provocação ao ex-governador Anthony Garotinho. "O governador não se mete a fazer pirotecnia nem fica orientando como a polícia vai se comportar. Hoje tem secretário de Segurança que é atuante e tem autonomia", disse Pezão, que participou da abertura do 2.º Congresso Fluminense de Municípios.

 

 

O governador Sérgio Cabral também participou do evento. Ele atrasou uma hora e meia e fez um discurso de pouco mais de três minutos. Descontraído, Cabral fez uma breve imitação do ex-governador Leonel Brizola, atendeu às reivindicações de prefeitos e encerrou cantando um trecho de Valsa de uma Cidade ("Rio de Janeiro, gosto de você / Gosto de quem gosta / Deste céu deste mar, desta gente feliz"). Apesar da crise na segurança, não fez nenhuma menção ao episódio do ônibus sequestrado e evitou a imprensa ao deixar o congresso.

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