Vice-prefeito assume sob ameaças em MS

ESPECIAL PARA O ESTADO

João Naves de Oliveira, O Estado de S.Paulo

26 Julho 2011 | 00h00

CAMPO GRANDE

Fundador da cidade Alcinópolis, no extremo norte de Mato Grosso do Sul, o vice-prefeito Alcino Carneiro (PDT) assumiu ontem a chefia do Executivo municipal temendo ser assassinado. Protegido por uma escolta de policiais militares, ele disse que pretende exercer o mandato por apenas 30 dias, até o titular Manoel Nunes (PR) ser liberado da prisão provisória que cumpre na capital Campo Grande.

Nunes foi preso no último dia 20. Ele é suspeito de ser o mandante do assassinato, em outubro do ano passado, do filho de Alcino Carneiro, o então presidente da Câmara Municipal, Carlos Antônio Carneiro (PDT). O crime ocorreu após o vereador acusar os colegas de corrupção em denúncia apresentada no Ministério Público Estadual, conforme consta no inquérito policial.

No mesmo dia do assassinato do filho, Alcino levantou suspeitas contra o prefeito, que acabou preso preventivamente. "Estou sendo ameaçado de morte desde o dia do assassinato do meu filho. Isso não vai me intimidar. Vou fazer tudo que for possível para levar os corruptos desta cidade às barras dos tribunais", afirmou Alcindo.

Também estão presos os vereadores Valter Roniz (PR), Valdeci Lima (PSDB) e Enio Queiroz (PR). O advogado do prefeito afastado e dos outros presos, Jeferson dos Santos Amorim, disse que vai pedir um habeas corpus em favor de Nunes.

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