Vice-prefeito de Itu vai a júri popular por homicídio

O vice-prefeito de Itu, Élio Aparecido de Oliveira Júnior (PL), vai a júri popular sob a acusação de ser o mandante do assassinato do advogado Humberto da Silva Monteiro, morto com um tiro na cabeça no dia 26 de janeiro deste ano. A denúncia, feita pelo promotor Luiz Carlos Ormeleze, foi acatada nesta terça, 25, pela juíza criminal Carla dos Santos Fullin Gomes. Monteiro, que era advogado do prefeito Herculano Júnior (PV), foi morto na região central da cidade. Ele estava numa Blazer, na companhia do radialista Josué Dantas, quando uma moto emparelhou com o veículo e o garupeiro fez quatro disparos. Uma das balas atingiu mortalmente o advogado e as outras acertaram o veículo. Oliveira Júnior, que também é dirigente do Ituano Futebol Clube, foi denunciado por homicídio qualificado e tentativa de homicídio. O promotor pediu sua prisão preventiva, mas a juíza não atendeu, possibilitando ao acusado responder ao processo em liberdade. Foram denunciados pelos mesmos crimes o policial militar aposentado Nicéias de Oliveira Brito, chefe da segurança do vice-prefeito, e José Roberto Trabachini, chefe da torcida organizada do Ituano. Os dois estão presos há 40 dias. A promotoria espera realizar o júri popular num prazo de 4 meses. Os acusados estão sujeitos a penas de mais de 30 anos de prisão. O processo corre em segredo de justiça, mas as investigações apuraram que Monteiro tinha sido advogado de Oliveira Júnior quando este ainda era parceiro político do prefeito Herculano, para quem a vítima também advogava. Monteiro cuidara inclusive de contratos com jogadores como Roberto Carlos, da seleção brasileira, de quem Oliveira foi empresário. Com o rompimento dos dois, no ano passado, o advogado manteve-se fiel ao prefeito. Herculano Júnior chegou a acusar seu vice de envolvimento no crime, mas o acusado se disse inocente, atribuindo a acusação a motivo político. A Polícia Civil investiga dois episódios envolvendo Monteiro, em que seu ex-cliente pode estar envolvido: o arrombamento e furto ocorrido em seu sítio, em Tapiraí, no final do ano passado, e uma agressão sofrida em Itu por homens encapuzados. Oliveira Júnior não foi encontrado ontem. Funcionários do Ituano informaram que ele tinha viajado, sem previsão de retorno.

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