Vice sugere a Ciro que tome ''cautelas verbais'' exigidas de um ministro

Desafeto de Ciro Gomes (PSB), o vice-presidente eleito, Michel Temer, disse ontem acreditar que, se for mesmo confirmado no ministério de Dilma Rousseff, o deputado terá de tomar "cautelas verbais que o cargo exigirá".

João Domingos, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2010 | 00h00

A incontinência verbal de Ciro, que costuma atacar o PMDB sem reservas, irritou o partido nos últimos meses. Numa entrevista, ao comentar a aliança PT-PMDB para a disputa à Presidência da República, Ciro se referiu assim aos dirigentes peemedebistas: "Quem manda no partido não tem o menor escrúpulo. Nem ético nem republicano. Nem compromisso público. Nada". E definiu o PMDB como "ajuntamento de assaltantes".

Na época, Temer chegou a examinar a possibilidade de processá-lo. Como a presidente eleita convidou Ciro para seu ministério, não restou ao peemedebista outra alternativa a não ser desejar que o deputado se contenha nos comentários. Quanto à decisão de Dilma, o vice-presidente eleito comentou apenas: "É uma escolha da presidente".

Temer afirmou que, embora deixe a presidência da Câmara, continuará como deputado até o dia 31. No comando do PMDB, dará lugar ao senador Valdir Raupp (RO).

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