Vídeo adulterado em universidade pode ser recuperado

O gerente da empresa TeleSegurança, Luiz Arantes, disse hoje ser possível recuperar as imagens do momento em que a estudante Luciana Gonçalves de Novaes, de 19 anos, foi baleada na universidade Estácio, no Rio. A polícia constatou que dez minutos foram apagados das fitas entregues às autoridades. Arantes admitiu a adulteração nas imagens, mas negou que a empresa tenha sido responsável. ?O disco rígido do computador estava íntegro quando fizemos a cópia. Entregamos no mesmo dia.?A Delegacia de Repressão a Entorpecentes instaurou hoje inquérito para apurar quem adulterou as cenas entregues à polícia e pode pedir a prisão temporária dos suspeitos. A polícia esteve na sede da TeleSegurança, que foi parcialmente lacrada na noite de quarta-feira e liberada hoje, onde apreendeu documentos e contratos da empresa com a universidade. O delegado Luiz Alberto de Andrade não descarta a hipótese de fazer acareações entre funcionários da empresa e da Estácio. Segundo ele, os depoimentos são ?contraditórios.? O boletim médico divulgado hoje pelo hospital Pró-Cardíaco, informou que Luciana está ?desperta e sem o uso de sedativos.? Ela ainda respira por aparelhos e não apresenta atividade motora. Os médicos iniciaram exames neurológicos para avaliar se a jovem terá seqüelas, já que ela corre o risco de ficar tetraplégica.

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