Viegas diz que Garotinho tem de reformular pedido de ajuda

O ministro da Defesa, José Viegas, reafirmou hoje à tarde no Senado que o governo do Rio de Janeiro terá que mudar seu pedido para que o governo federal envie tropas para combater o crime organizado na capital fluminense. Alinhado às afirmações feitas pelo ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, com quem almoçou hoje, Viegas disse que ?a especificação (sobre o contingente a ser enviado ao Rio) cabe ao governo federal?. Bastos reagira hoje ao pedido do secretário de Segurança do Rio, Anthony Garotinho, de 4 mil homens, afirmando que as Forças Armadas ?não são pret-a-porter?. O ministro da Defesa disse ainda que o atendimento pelas Forças Armadas só é possível se houver clara impossibilidade de o poder local garantir a segurança pública. Viegas lembrou que a decisão final é do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que o pedido de envio de tropas precisa ser fundamentado. Viegas avaliou que a situação ?a partir de ontem (terça-feira) é mais tranqüila?. O ministro negou que haja qualquer discussão política sobre o assunto. ?O envio de tropas só tem sentido na manutenção da ordem e não pode ser política?, disse. Sobre a possibilidade de decretação de estado de defesa, Viegas afirmou que a situação parece não exigir esse dispositivo. Viegas compareceu ao Senado para uma rápida audiência com o relator do projeto de lei que dá atribuições de polícia às Forças Armadas nas áreas de fronteira, senador Marcelo Crivella (PL-RJ). O projeto do senador César Borges (PFL-BA) aguarda votação na Comissão de Relações Exteriores e Def esa Nacional, mas não pôde ser apreciado porque a pauta do Senado está trancada por medidas provisórias.

Agencia Estado,

14 de abril de 2004 | 18h49

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