Vigia de banco é acusado de tentar assaltar agência em SP

A polícia acredita que conseguiu evitar um assalto a banco depois de prender, na manhã de segunda-feira, 23, o vigilante Rubens Ferreira Costa, de 22 anos, que trabalhava na agência do Itaú, no Campo Belo, na zona sul de São Paulo. Colegas contaram que o rapaz fazia muitas perguntas sobre o esquema de segurança e fez até ameaças. De acordo com o delegado supervisor do Grupo de Operações Especiais (GOE), Luiz Antonio Pinheiro, o segurança trabalhava há sete dias no banco. Na sexta-feira, 20, Costa saiu do serviço e levou o revólver calibre 38 para casa. Para enganar os colegas, deixou apenas o coldre (suporte para guardar a arma). No mesmo dia, foi registrado um Boletim de Ocorrência de furto. Na segunda, ele foi até a agência e acabou barrado pelos colegas que estavam desconfiados. Começou uma bate-boca entre eles. Nesse momento, passou uma viatura do GOE na porta da agência. Um dos vigias pediu ajuda e os policiais pararam para ver o que acontecia. "Os investigadores perguntaram onde estava a arma. O suspeito falou que estava em casa. Ele foi revistado e a arma foi encontrada em sua cintura", disse Pinheiro. O vigia entregou a arma aos policiais, mas não deu toda a munição. Quatro balas sumiram. Perguntas demais O segurança foi levado para a delegacia. Ele alegou que levou a arma para o conserto. "Os colegas contaram que o segurança perguntou a combinação do cofre e o código para destravar a porta giratória. E quando foi questionado por que queria saber esses detalhes, ele chegou a ameaçar um dos companheiros", disse o supervisor do GOE. Segundo a polícia, Costa não tinha ficha criminal. Ele foi autuado por porte ilegal de arma e furto. "Acredito que, com a prisão do segurança, a polícia conseguiu evitar um possível roubo a banco", disse o delegado-titular Lupércio Antonio Dimov. Ele acrescentou que depois do episódio do 28 de fevereiro, em que quatro pessoas e dois bandidos ficaram feridos durante um assalto a uma agência bancária, em Moema, não houve registro de roubo na região. "Graças às rondas preventivas estamos sem registrar um caso", disse o delegado. Procurada pela reportagem, a assessoria do Banco Itaú respondeu que não comentaria sobre o caso por se tratar um funcionário terceirizado.

Agencia Estado,

24 Abril 2007 | 09h21

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.