Vigia de empresa assaltada morre após atirar contra a PM

O vigia José Mattos Nascimento, de 61 anos, foi morto, por volta das 22h30 de ontem, após, supostamente, ter confundido policiais militares do 17º Batalhão com bandidos que tentavam assaltar a empresa onde trabalha, a DAM Produtos Eletrônicos, que produz fones de ouvido, localizada na Estrada do Taboão, km 08, no Taboão, em Mogi das Cruzes.Segundo o capitão Alcides Dias Correia Neto, do 17º BPM/M, os policiais da viatura 17711, ao chegarem ao local dos fatos, após terem recebido um chamado sobre assalto a uma empresa, encontraram Amauri Alves de Oliveira, 31, caído, com dois tiros no peito, do lado de fora da firma. Quando entrarem na empresa, os policiais teriam se identificado, segundo o capitão, mas foram recebidos a tiros por José Mattos, que estava armado com um revólver calibre 38 e uma espingarda calibre 28.No revide, o vigia acabou sendo baleado. O filho da vítima, Antonio Mattos Nascimento, confirma que o pai atirou contra os policiais militares, mas, segundo Antonio, os Pms não deveriam ter reagido de imediato antes de saber se o autor dos disparos era mesmo um bandido. Segundo o capitão Neto, Amauri, mesmo baleado no peito e levado ao Pronto-socorro, disse aos Pms que havia sido vítima de roubo e que os bandidos teriam levado sua moto; mas a moto do rapaz foi localizada minutos depois na casa dele.Algumas questões ainda não foram esclarecidas: por que a Policia Militar apresentou o caso no 01º Distrito Policial de Mogi apenas às 4h30 da madrugada, ou seja, 6 horas depois do ocorrido? Amauri teria sido baleado pela polícia ou pelo vigia, ou por outra pessoa? Seria ele um do(s) bandido(s) que tentaram assaltar a empresa? Nenhuma arma foi encontrada com Amauri, o que supostamente o deixaria como vítima de roubo; mas como a moto dele, se roubada mesmo, foi parar em sua própria casa?Exames residuográficos serão feitos tanto nas mãos do vigia morto como nas de Amauri, que continua internado. Uma fita de video, de circuito interno de TV, que possivelmente possui as imagens do interior da empresa terão o conteúdo analisado. O caso está sendo presidido pelo delegado Luiz Carlos Jordão Nelli.

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