Vigias são só ''''orientadores de público''''

Com o tempo, profissionais foram desviados da função original

Bruno Tavares, Jotabê Medeiros e Josmar Jozino, O Estadao de S.Paulo

22 de dezembro de 2007 | 00h00

Nenhum dos 58 vigias do Museu de Arte de São Paulo (Masp) tinha treinamento para a função de segurança privada. Funcionários do próprio museu - alguns contratados há mais de dez anos -, eles têm nas carteiras de trabalho registro de "orientador de público". Com o passar dos anos e o agravamento da crise financeira, esses profissionais foram desviados de suas funções originais."Ninguém está registrado como segurança privada", disse ao Estado o delegado seccional em exercício Edison Giatti Lahoz. Para atuar como segurança, diz ele, os funcionários do Masp teriam de ter autorização da Polícia Federal. "Esses homens possuem experiência mediana no ramo de segurança patrimonial."A equipe de segurança do museu é dividida em duas - a composta por 46 a 48 funcionários se reveza na vigilância diuturna. Para situações de emergência, 12 ficam à disposição. A administração do Masp informou que os vigias dispõem de walkie-talkies para se comunicarem durante as rondas e dominam um código para acionar os principais diretores do museu - Fernando Pinho, superintendente, e Júlio Neves, presidente - em suas casas. O museu não usa sensores, segundo a administração, pois o prédio tem especificidades arquitetônicas - como o pé-direito muito alto, o que impossibilita a instalação desses equipamentos.Para investigar a participação de funcionários do Masp no furto dos quadros de Cândido Portinari e Pablo Picasso, a 1ª Seccional montou uma lista com 40 nomes de empregados - 13 já foram ouvidos.

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