Vigilante concede entrevista e diz que ficou tarde para perdão

Em frases curtas, Thiago Henrique Gomes da Rocha explicou que matava por 'explosões de raiva' desde os 22 anos 

Marília Assunção , Especial para O Estado

17 Outubro 2014 | 20h53

Goiânia - O vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha falou ao Jornal Nacional da Rede Globo, contando em frases curtas que começou a matar por explosões de raiva, há cerca de quatro anos, quando tinha 22 anos de idade. O critério para a escolha da vítima era apenas ser alguém desconhecido dele, mas o rapaz negou que preferisse matar mulheres, embora seja investigado especialmente como principal suspeito da morte de 15 jovens de janeiro para cá, todas em Goiânia, a maioria baleada no peito por um motociclista parecido com ele.

"Eu cogitava por uns dias o que ia fazer e fazia", disse, após afirmar sua necessidade de "por para fora" o sentimento de raiva.

Aparentando muita calma, o vigilante que é suspeito de matar mais de 40 pessoas, disse que não tinha um padrão para fazer suas vítimas. Acompanhado do advogado, Thiago Huascar, ele reiterou que sofreu abusos sexuais nunca revelados antes, quando tinha 11 anos de idade. Os supostos abusos teriam sido praticados por um vizinho dele durante um mês. Mas Rocha foi mais incisivo ao relatar que sofria bulliyng na escola por causa do porte alto e esguio.

Sugerindo que ele pode ser um doente mental, o próprio suspeito afirmou: "Se for uma doença, quero saber qual e se tem cura". Depois falou em arrependimento e admitiu que pedir perdão agora ficou difícil.

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