Vigilante mata a mulher envenenada em Salvador

O ciúme e o machismo provocaram a morte da dona de casa Éster da Silva Miranda, de 32 anos, na madrugada de hoje, na periferia da capital baiana. Ela foi envenenada pelo marido, o vigilante Rudival Carvalho Queiroz, de 33 anos, pelo fato de ter conseguido arrumar seu primeiro emprego. O acusado foi preso por agentes da 27.ª Delegacia e admitiu ter colocado veneno de rato, provavelmente "chumbinho" no copo de suco de umbu que deu à mulher para beber.É o segundo caso de envenenamento motivado por machismo em Salvador em poucos dias. No dia 10, o caseiro José Cerqueira dos Santos envenenou a água que a mulher Marinalva Santos e os três filhos beberam, inconformado pelo fato de ela não querer fazer sexo com ele. Os quatro foram medicados a tempo e sobreviveram e Santos foi preso em flagrante.Éster morreu no Hospital Roberto Santos. Ela havia conseguido ontem seu primeiro emprego, estava muito feliz e foi agradecer pelo trabalho num templo da seita Deus é Amor, próximo da sua casa, situada no Bairro de Itinga. Na volta, Rudival, que segundo os vizinhos não aceitou a idéia de a mulher sair de casa para trabalhar, deixando os dois filhos para ele cuidar, premeditadamente preparou o suco e colocou o veneno no copo de Éster.Minutos depois de beber ela começou a se sentir mal e foi levada para o hospital, mas não resistiu. Alguns conhecidos da família também disseram na polícia que, além de arrumar emprego, Éster pensava em se separar de Rudival e isso pode ter reforçado seu plano de matá-la. Na delegacia, ele preferiu atribuir o crime ao "diabo".

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