Vila destruída por tremor será refeita em área pública

Sugestão do prefeito de Itacarambi de desapropriar a própria fazenda por R$ 2 milhões não foi aceita

Eduardo Kattah, O Estadao de S.Paulo

14 de dezembro de 2007 | 00h00

A intenção do prefeito de Itacarambi José Ferreira de Paula (DEM), de que o Estado de Minas ou a União financiassem a compra de uma fazenda de cerca de 620 hectares - da qual possui participação - para a instalação das famílias desabrigadas pelo terremoto do domingo, não vingou. Após reunião entre representantes da prefeitura, um técnico da Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais (Cohab-MG) e pesquisadores do Observatório de Sismologia da Universidade de Brasília (UnB), ficou definido que um terreno no bairro São José, na área urbana do município, será usada para a reconstrução das casas. A prefeitura é a proprietária do local.Na terça-feira, o prefeito sugeriu a compra da fazenda, avaliada por ele em R$ 2 milhões, para a acomodação das famílias retiradas da comunidade rural de Caraíbas após o tremor de 4,9 pontos. E pediu ajuda financeira aos governos estadual e federal.No dia seguinte, o governo mineiro divulgou nota afirmando que as novas casas prometidas aos desabrigados pelo terremoto da madrugada do domingo seriam ''''construídas em terreno cedido pela prefeitura, que não apresente riscos''''.DEMOLIÇÃOSegundo o governo estadual, a alternativa do bairro São José foi apresentada aos moradores de Caraíbas, que concordaram com o novo local. A preocupação das autoridades é quanto a possibilidade de reocupação irregular das residências no povoado, o mais afetado pelo tremor. A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) orientou a prefeitura de Itacarambi a demolir as casas atingidas na localidade.Praticamente todas as 76 residências foram condenadas pela vistoria do Corpo de Bombeiros. Ainda não há data para o início da demolição.Nos próximos dias, o governo mineiro deverá iniciar a sondagem do subsolo e o levantamento topográfico preliminar do bairro São José. Apesar da decisão, a prefeitura está em entendimentos com a Agropecuária Colonial para adquirir uma área contígua, de modo a comportar toda a antiga vila.

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