Vila Maria homenageará centenário da imigração japonesa

"Seremos a única escola que terá a visita da família imperial japonesa", orgulha-se o carnavalesco Wagner Santos

Marcela Spinosa, do Jornal da Tarde,

23 de janeiro de 2008 | 15h38

A Unidos de Vila Maria homenageará neste carnaval a colônia nipônica com o enredo 'Irashai-Mase - ou boa sorte, em japonês - Milênios de Cultura e Sabedoria no Centenário da Imigração Japonesa'. A Unidos será a terceira escola a entrar na avenida no dia 1º de fevereiro, primeiro dia de desfiles. "Seremos a única escola que terá a visita da família imperial japonesa", orgulha-se o carnavalesco da Unidos de Vila Maria, Wagner Santos, 47 anos.   O encontro com o príncipe herdeiro Nahurito será em julho - mês das principais comemorações do centenário da imigração japonesa, tema da escola - quando a bateria da agremiação vai se juntar os tocadores de taiko - percussão japonesa - num evento no Anhembi que irá fundir elementos tradicionais das duas culturas em uma única batida.   A agremiação foi vice-campeã no último carnaval e nunca arrematou o primeiro lugar. O objetivo deste ano é ser campeã do grupo especial. "A comunidade está engasgada, ansiosa pelo título", diz Santos. O carro abre-alas será um resumo da cultura tradicional japonesa. Haverá um portal sagrado, uma réplica do trono do Imperador cercado por um jardim oriental. Também foi montado um templo budista, além de esculturas de gueixas e lutadores de sumô. "Tudo isso estava para chegar ao Brasil com a imigração", afirma o carnavalesco.   O segundo carro retrata a chegada dos japoneses ao Brasil. A história será representada por uma réplica do navio Kasato Maru - que trouxe os primeiros 781 imigrantes. Em cima do navio haverá o tradicional tsuru. "É uma espécie de garça considerada o pássaro da paz no Japão", explica Silva. A ave vem acompanhada de uma gueixa, que, segundo o carnavalesco, representa as tradições nipônicas.   Em seguida, é a vez do carro Integração Consolidada entrar em cena. Os japoneses serão retratados numa escultura de um dragão, com sete deuses nipônicos, como o da fartura e o da guerra, que simbolizam a contribuição deles ao País. Os dois últimos carros destacam a importância dos imigrantes para a agricultura nacional e no desenvolvimento de novas tecnologias.

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