Vilma Martins, condenada a oito anos por roubar Pedrinho

Oito anos e oito meses em regime semi-aberto de reclusão é a pena da ex-empresária Vilma Martins Costa pelo crime de ter roubado Pedrinho ainda bebê, de uma maternidade em Brasília. O juiz da 10ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, Adagmar José Ferreira assinou, hoje sentença. Na verdade, a sentença de Vilma diz respeito à prática de três crimes: subtração do garoto Pedro Braule Pinto de uma maternidade em Brasília, parto suposto e falsificação de documentos. Pela subtração de Pedrinho, Vilma foi condenada a um ano e oito meses. Pelos demais crimes, a sentença foi de sete anos. De acordo com o juiz, o crime de seqüestro não foi levado em conta na sentença e sim os crimes de subtração de incapaz, parto suposto e falsificação de documentos. "Ela subtraiu o menor da maternidade em Brasília. Já tinha inventado para o companheiro uma suposta gravidez e depois apresentou Pedrinho com filho. O companheiro foi até o cartório e registrou a criança.?Vilma poderá recorrer da decisão, mas seus advogados ainda não se pronunciaram. A ex-empresária está presa na Casa de Prisão provisória de Goiânia desde maio. Ela ainda aguarda julgamento pela por ter praticado os mesmos crimes no casa da menina Aparecida Fernanda, registrada como Roberta Jamille, retirada da Maternidade Maio, em Goiânia, em 1979. O caso de Pedrinho começou a ser desvendado em novembro do ano passado, quando uma sobrinha do marido de Vilma desconfiou da semelhança do primo com os pais de um menino desaparecido, que ela viu na internet.

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