Vilma Martins ganhou uma semana de liberdade

A mulher que seqüestrou dois bebês - o menino Pedrinho, em Brasília, e Aparecida Fernanda, em Goiânia - para criar como filhos legítimos, ganhou hoje uma semana de liberdade, temporária, e sem vigilância do Estado. Vilma Martins Costa, de 51 anos, condenada a 15 anos e 9 meses de cadeia, saiu às 8h40min da Casa do Albergado, na companhia de sua filha, Cristiane Michelle, e amparada por seguranças particulares."Ela vai para uma chácara", disse secamente a filha da ex-empresária, que foi liberta por sete dias, por determinação da Vara de Execuções Penas, de Goiânia. A chácara se localiza em Aparecida de Goiânia, no bairro chamado Setor Samambaia.Condenada pelo seqüestrou Pedrinho (Pedro Júnior Rosalino Pinto) e a menina Aparecida Fernanda Ribeiro, Vilma Martins saiu às 08h40min. da Casa do Albergado, onde cumpre pena em regime semi-aberto. Deixou o local acompanhada da filha, Christiane Michelle, e de seguranças particulares, e nada declarou à imprensa.Exames e ressocializaçãoA concessão da "folga temporária" foi dada pela juíza-substituta da 4ª Vara de Execuções Penais de Goiânia, Eugênia de Oliveira Araújo. Ela acatou alegação, da Promotoria Pública, de necessidade imprescindível para realização de consultas, exames e tratamentos médicos. A juíza está convencida, como revelou em seu despacho, de que além de ter cumprido um sexto da pena - Vilma foi condenada a 15 anos e 9 meses anos - a detenta tem bom comportamento.A juíza também acredita que a folga de sete dias "deverá contribuir para a ressocialização" de Vilma, uma vez ela deverá conviver com os familiares e "sem vigilância do Estado", como afirmou a juíza na sentença anunciada há dois dias.A advogada da ex-empresária, Clélia Costa Nunes, declarou que Vilma Martins sofre de aneurisma cerebral, hipertensão arterial, e tem dificuldades para se locomover. Além disso, explicou, nos últimos dias tem tido problemas com a pressão alta e a taxa de glicemia e precisa ser acompanhada por cardiologista - o que deverá acontecer no período em que ficará longe da Casa do Albergado. A advogada de Vilma, porém, espera obter da Justiça de Goiás, nos próximos dias, o julgamento do pedido de prisão domiciliar - o que manteria Vilma Martins longe da prisão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.