Denilton Dias/O Tempo
Denilton Dias/O Tempo

‘Vim me acertar com você’, disse atirador a Ana Hickmann

Ao 'Domingo Espetacular', apresentadora relatou 'filme de terror' e afirmou que Rodrigo de Pádua estava disposto a matá-la

O Estado de S.Paulo

23 Maio 2016 | 08h30

BELO HORIZONTE - “Ele veio determinado a me matar”, relatou a apresentadora Ana Hickmann em entrevista ao programa Domingo Espetacular, da TV Record, neste domingo, 22. Ela destacou ter se sentido “em um filme de terror”, desde que Rodrigo Augusto de Pádua, de 30 anos, entrou no quarto do hotel. “Eu vim me acertar com você, vagabunda”, teriam sido as primeiras palavras para ela.

“Ele ficava o tempo todo falando que eu não prestava, que eu era mentirosa, que eu havia correspondido o amor dele durante muito tempo pelas redes sociais e depois parei de falar com ele”, continuou Ana. No programa, ela afirmou que cuida pessoalmente das redes sociais e não havia tido nenhum contato mais próximo.

O Domingo Espetacular ainda registrou o depoimento do cabeleireiro Júlio Figueiredo, que estaria do lado de fora do quarto e gravou o que ocorria. “Você é uma mentira. Duvidou do amor que eu tinha”, mostrou uma das gravações do programa. A fala do agressor parece alterada e em alguns momentos indica confusão. 

“O tempo todo pedia para a gente ficar de costas”, relatou a apresentadora, dizendo que o agressor sempre manteve a arma apontada para ela. Segundo Ana, ao se recusarem a virar de costas é que teriam ocorrido os tiros e a posterior reação que levou à morte de Pádua.

Caso. Ana Hickmann estava em Belo Horizonte para o lançamento de uma coleção de roupas de sua grife. O anúncio da presença da apresentadora na cidade já vinha sendo feito em Minas Gerais havia pelo menos 15 dias. O evento estava marcado para as 15 horas de sábado, 21. Dessa forma, o agressor preparou sua ação.

Conforme as investigações da Polícia Civil, Pádua se hospedou no Hotel Caesar Business na sexta-feira, 20, utilizando um nome falso. No sábado, depois do almoço, seguiu para o hall do estabelecimento, na zona sul de Belo Horizonte. Foi quando o agressor abordou o empresário e cunhado da apresentadora, Gustavo Corrêa, e o obrigou a levá-lo ao quarto onde estava Ana, ao lado da assessora Giovana Oliveira.

Armado com um revólver calibre 38, Pádua mandou que todos ficassem de frente para a parede e passou a agredir verbalmente a apresentadora. Em seguida teria disparado a arma. Dois tiros atingiram a assessora. A partir daí, Corrêa reagiu, entrou em confronto com Pádua, tomou-lhe a arma e teria atirado contra o agressor, que morreu no local. 

Em seguida, o empresário desceu até a recepção, entregou a arma e pediu que a polícia fosse chamada. A PM chegou ao Caesar por volta das 14 horas. 

Depois de ouvir Ana Hickmann e o empresário, o delegado responsável pelo caso, Flávio Grossi, concluiu que houve possível reação em legítima defesa por parte do empresário. Tanto a apresentadora como o empresário foram liberados. Ana Hickmann retornou para São Paulo, onde mora. Corrêa permanece em Belo Horizonte para acompanhar o estado de saúde de Giovana, sua mulher. O marido de Ana Hickmann, Alexandre Corrêa, esteve em Belo Horizonte e voltou para São Paulo com a mulher.

Em nota à imprensa, a apresentadora Ana Hickmann afirmou estar “profundamente abalada e triste” com o que aconteceu em Belo Horizonte. “Nunca pensei que isso poderia acontecer! Nunca pensei que o ser humano fosse capaz disso! Foi terrível! Estou profundamente abalada e triste! Só peço que todos rezem por minha cunhada para que ela se recupere logo”, afirmou a apresentadora na nota.

Na rede social Instagram, utilizando o perfil de sua mulher, Giovana, que está internada, Corrêa afirmou que o caso foi uma “aberração”. Ele foi chamado de herói por seu irmão, marido da apresentadora.

Estável. Giovana foi submetida a cirurgia de emergência ainda no sábado, para tratamento de lesões intestinais e vasculares produzidas pelos dois tiros que a atingiram. Ela foi baleada no abdome e no braço. Até a noite deste domingo, a assessora estava em tratamento intensivo no Centro de Terapia Intensiva do Biocor.

De acordo com o boletim médico, a assessora já respira sem ajuda de aparelhos, está lúcida, acordada, consciente e com sinais vitais estáveis, apesar de ainda estar sob riscos. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.