''Viola é a bandeira brasileira. Acho coerente chegar à universidade.''

Com quase 30 anos de carreira, Almir Sater, 51, é praticamente um embaixador da viola caipira. O instrumento deve um tanto de sua popularidade à participação do músico em novelas, com a agora reprisada Pantanal (1990). Em São Paulo, seu próximo show será neste sábado, no Credicard Hall. Por que você prefere a viola? Eu devia ter uns 8 anos quando escutei o som da viola pela primeira vez, aquele ponteio bonito no rádio. Achei lindo o som do instrumento. Era uma música do Tião Carreiro, mas não me lembro qual. Como você aprendeu?Na minha época não tinha professor de viola. A vantagem de aprender sozinho é que cada um desenvolve um estilo diferente. Cada um imprime um toque pessoal. Por outro lado, com professor se atalham bons caminhos. Por falar nisso, como você vê o fato de a viola ter chegado à universidade?Coerente. Viola é a bandeira brasileira. Tem de ser ensinada na universidade. Acho bom, muito legal. Vai facilitar muito para as pessoas que gostam de viola. Espero que não perca a espontaneidade. Mas estudo nunca é ruim. Você acredita que, nos últimos anos, tem aumentado o interesse pelo instrumento?Demais. Muito, muito. Jovens violeiros, crianças violeiras, mulheres violeiras. É uma febre da viola. Porque o som da viola é envolvente, muito bonito, muito brasileiro. Fascina.

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