Violência contra mulher será enfrentada de forma decisiva, diz nova ministra

Em entrevista, Iriny Lopes (PT-ES), agora à frente de Secretaria de Políticas para as Mulheres, também destacou trabalho junto aos movimentos sociais

Agência Brasil,

03 de janeiro de 2011 | 16h35

BRASÍLIA - A nova ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, deputada Iriny Lopes (PT-ES), afirmou nesta terça-feira, 3, que vai continuar a dar "tratamento decisivo" no enfrentamento da violência contra a mulher. Durante a cerimônia de transmissão de cargo, ela elogiou o mandato da antecessora Nilcéa Freire e destacou a importância do engajamento da pasta com os movimentos sociais.

 

"Não estamos começando nada novo, estamos dando continuidade, em um momento em que precisamos aprofundar e em um momento especial em que temos a primeira presidenta do Brasil", disse.

 

A ministra lembrou o compromisso do governo de Dilma Rousseff com o combate à miséria e citou o que chama de "feminização" da pobreza no Brasil. Segundo ela, erradicar a miséria significa falar na inclusão econômica da mulher. "É dar a ela a independência e a autonomia que precisa. A presidenta espera de nós esse enfrentamento", afirmou.

 

Iriny nasceu na cidade de Lima Duarte, em Minas Gerais, mas fez carreira política no Espírito Santo. Filiada ao PT desde 1984, ela integra a corrente Articulação de Esquerda e cumpre o seu segundo mandato como deputada federal. Em outubro, foi eleita para o terceiro mandato. Na Câmara, Iriny teve atuação de destaque nas áreas de direitos humanos, políticas para as mulheres e minorias.

 

Ainda durante a cerimônia de transmissão de cargo, a ex-ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres Nilcéa Freire elogiou a atuação do Conselho Nacional de Direitos da Mulher e de organizações da sociedade civil que, segundo ela, sempre mantiveram uma relação de respeito e autonomia com o órgão.

 

"Tivemos, nesses anos, uma relação fraterna de colaboração, que nos permitiu entrar na história com a Lei Maria da Penha, aprovada com o consenso e com a colaboração da ministra Iriny, que relatou a lei na Comissão de Constituição e Justiça", destacou.

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