Violência deixa 4,5 mil agentes penitenciários de braços cruzados

Cerca de 4,5 mil agentes penitenciários de 22 presídios do Estado de São Paulo cruzaram os braços nesta quinta-feira, 6, em protesto contra o assassinato dos colegas pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). O luto começou a zero hoje desta quinta após o assassinato, na tarde de quarta, de um agente de escolta, durante fuga de presos da Penitenciária de Franco da Rocha. A paralisação reúne agora agentes dos três sindicatos da categoria, que decidiram fazer em conjunto uma greve de 24 horas para cada morte de agente. Desde maio já são 13 o número de mortos. Um outro agente, Rodrigo Batista Martins, que trabalha no CDP de Pinheiros, foi internado em estado grave depois de ser baleado na madrugada desta quinta-feira, no centro da São Paulo.Na quarta-feira, a greve dos agentes já tinha atingido 10 presídios do Estado, especialmente na região Oeste do Estado. Nesta quinta-feira, o movimento de expandiu para outras penitenciárias do Oeste e por outras da Noroeste do Estado e Grande São Paulo, informou Danilo Bonfim, assessor do Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Estado de São Paulo (Sifuspesp).De acordo com levantamento da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), agentes de 21 presídios paralisaram as atividades nesta quinta-feira, 17 na região, 2 na Noroeste e dois na Grande São Paulo. De acordo com o Sifuspesp a greve impediu entrada de advogados, envio dos `jumbos`(encomendas de familiares para os presos) e condução de presos para audiências.

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