Violência em Salvador deixa três mortos no Carnaval

Três pessoas morreram e uma ficou ferida a tiro na mais violenta noite do carnaval de Salvador este ano, a de segunda para terça-feira, 20. A primeira baixa relacionada à folia baiana foi registrada por volta das 21h30, no Circuito Osmar (Campo Grande), quando o sargento da Polícia Militar Sidnei Pimentel, de 34 anos, foi morto a facadas durante uma briga, logo depois de participar do tradicional bloco As Muquiranas. Segundo a polícia, os acusados pelo assassinato são outro sargento da PM e um aluno da corporação, mas os motivos ainda não foram esclarecidos. Pouco depois, logo no início da apresentação do bloco sem cordas Pipocão, comandado por Carlinhos Brown, no Circuito Dodô (Barra-Ondina), no início da madrugada de segunda, Jomário Barbosa da Cruz, de 24 anos, foi morto a tiros perto do Farol da Barra. No mesmo confronto, Deise Ramos, de 22, foi baleada no pescoço. Ela foi internada no Hospital Geral do Estado (HGE), em estado grave, com uma lesão na coluna cervical. Segundo informações divulgadas pelo HGE, ela pode ficar paraplégica. Segundo a delegada Maria do Socorro Costa, que investiga o caso, o tiroteio foi motivado pelo encontro de grupos rivais de bairros periféricos de Salvador na avenida. A terceira morte relacionada com o carnaval, segundo a polícia baiana, é a da estudante Joilma Sousa Santos, de 9 anos. Apesar de o crime não ter sido cometido nas proximidades dos circuitos carnavalescos, ela foi atingida por um tiro quando estava dentro de um ônibus atacado por criminosos no Subúrbio Ferroviário, em mais um arrastão em coletivos ocorrido na cidade. Arrastões Segundo dados da polícia, até a manhã de segunda haviam sido registrados 53 arrastões em ônibus municipais da capital baiana desde a noite de quinta-feira, quando o carnaval começou oficialmente na cidade. Apenas entre domingo e segunda, foram 16 - a maioria deles na madrugada de segunda, durante a volta dos foliões para casa. Segundo o delegado Pietro Baddini, do Grupo Especial de Repressão a Roubo de Coletivos (Gerrc), os criminosos agem em grupos de 30 a 40 pessoas, que levam todos os pertences dos passageiros dos ônibus atacados, sobretudo entre as 3h30 e as 5 horas. Até o fim da tarde de segunda, dez suspeitos de integrar grupos de assaltantes haviam sido presos.

Agencia Estado,

20 Fevereiro 2007 | 21h02

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