Violência marca o oitavo dia de greve de ônibus no DF

Pelo menos 27 ônibus depredados, um deles incendiado, três passageiros feridos, um grevista preso, coquetéis molotov arremessados contra um veículo e no interior de um terminal rodoviário, além da tentativa de provocar a explosão de reservatórios de combustíveis numa empresa de transporte. Esse foi o resultado do oitavo dia da greve dos rodoviários no Distrito Federal, que teve ainda conflitos entre a polícia e os trabalhadores.Os ânimos ficaram acirrados com a decisão dos empresários do transporte coletivo de colocar a frota na rua. Na quinta-feira cerca de 700 motoristas e cobradores foram demitidos e as empresas passaram a contratar pessoal para substituir os grevistas. Filas de candidatos às vagas formaram-se na frente das garagens, onde piquetes procuravam impedir a saída dos veículos.O cobrador da empresa Viação Planeta José Amirton de Oliveira foi preso em flagrante quando estava no interior de um carro com oito coquetéis molotov em Ceilândia, cidade-satélite a cerca de 30 quilômetros de Brasília. No terminal rodoviário da cidade, um coquetel molotov destruiu uma sala de controle de tráfego, enquanto outro artefato incendiário foi jogado contra um ônibus, deixando um passageiro ferido.Segundo o delegado-titular da 24ª Delegacia de Polícia, Francisco Crizanto, o ambulante Luciglei Oliveira de Faria foi detido sob suspeita de tentar explodir reservatórios de combustíveis da empresa Planeta. "Se ele conseguisse, a explosão atingiria um raio de 1 quilômetro", disse Crizanto, afirmando que estão estocados 180 mil litros de combustível no local.A categoria reivindica a manutenção de acordo coletivo que garante benefícios como auxílio-alimentação, plano de saúde familiar, cesta básica mensal. O acordo foi suspenso em maio. Os rodoviários pedem também reajuste salarial de 6,8% e aumento real de 10%. Os empresários alegam que o transporte clandestino diminuiu o número de passageiros e a arrecadação.

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