Violência na Ponte da Amizade

Uma operação da Receita Federal para coibir o contrabando na Ponte da Amizade, que liga o Brasil e o Paraguai, terminou em tumulto na manhã desta terça-feira, em Foz do Iguaçu. Instalações da Receita Federal e carros foram depredados, enquanto algumas pessoas tiveram ferimentos causados por balas de borracha atiradas pelos policiais. Amanhã, a Polícia Militar reúne dirigentes da Receita Federal, Polícia Federal e Polícia Civil para discutir novas ações. Segundo o comandante da Polícia Militar, tenente-coronel Nelson João Casarolli, a operação da Receita Federal e da Polícia Rodoviária Federal, que tem apoio da Polícia Militar, chamada de Operação Gralha-Azul, começou às 8 horas. Desde a semana passada, as ações foram mais intensificadas e já tinha havido problema na sexta-feira em uma das rodovias que dão acesso a Foz do Iguaçu. Por volta das 9h30, quando eram fiscalizados alguns carros cerca de 2 mil pessoas, segundo a polícia, se aglomeraram e começaram a jogar objetos contra fiscais, policiais e carros. Os policiais reagiram atirando com balas de borracha e gás lacrimogêneo. O tráfego na Ponte da Amizade foi interrompido e montou-se ali uma praça de guerra. "Tivemos que ceder em determinado momento porque não tínhamos condições de impedir a ação desses sacoleiros", disse o comandante. Na reunião que terá hoje, com a presença do superintendente da Receita Federal no Paraná, Luiz Bernardi, o tenente-coronel vai propor que as ações "mais robustas" sejam mais planejadas e que conte com a participação de todos os envolvidos na força-tarefa. "É preciso encontrar uma saída viável para evitar os incidentes como os que ocorreram hoje", afirmou.

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