Vale/Divulgação
Vale/Divulgação

Violência no ES leva à suspensão da circulação de trens entre Vitória e MG

Composições operam apenas entre BH e Governador Valadares; passageiros com bilhete comprado poderão remarcar a viagem ou pedir reembolso

Leonardo Augusto, Especial para o Estado

10 Fevereiro 2017 | 11h59

BELO HORIZONTE - A Vale, operadora do trem de passageiros da Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM), suspendeu ao menos entre esta quinta-feira, 9, e sexta-feira, 10, a circulação da composição no trecho que passa pelo Espírito Santo. O Estado enfrenta problemas de segurança por causa do motim da Polícia Militar, que já está em seu sétimo dia. Nesses dois dias, o trem operará apenas entre Belo Horizonte e Governador Valadares, na região leste de Minas Gerais.

A empresa afirmou, em nota, que a suspensão ocorreu "em função do cenário atual". "A empresa tem avaliado diariamente o cenário ao longo da linha férrea visando a garantir o atendimento aos passageiros", informou o texto.

Passagens. Os passageiros com passagem comprada para o período poderão remarcar o bilhete ou pedir reembolso, o que pode ser feito nas estações do trem ao longo do trajeto, no prazo de 30 dias. O Vitória-Minas é o único trem de passageiros de longa distância com operação diária em funcionamento no País.

ENTENDA A CRISE NO ESPÍRITO SANTO

Familiares e amigos de policiais militares no Espírito Santo começaram, na noite de sexta-feira, 3, a fazer manifestações impedindo a saída das viaturas para as ruas e afetando a segurança dos municípios.  Sem reajuste há quatro anos, os PMs reivindicam aumento salarial e melhores condições de trabalho.

O motim dos policiais levou a uma onda de homicídios e ataques a lojas. Com medo, a população passou a evitar sair de casa e donos de estabelecimentos fecharam as portas. Os capixabas já estocam comida

Na segunda-feira, 6, a prefeitura de Vitória suspendeu o funcionamento das escolas municipais e de  unidades de saúde. 

Também na segunda, o governo federal autorizou o envio da Força Nacional e das Forças Armadas para reforçar o policiamento nas ruas de cidades do Espírito Santo. Apesar do reforço, o clima de tensão se manteve no Estado. 

A morte de um policial civil na noite de terça-feira, 7, motivou uma paralisação da categoria na quarta, agravando ainda mais a crise de segurança no Espírito Santo. 

Para tentar conter o motim, o governo criou na quarta-feira, 8, um comitê de negociação com representantes do movimento que impede a saída de policiais militares dos batalhões das principais cidades do Estado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.