Violência no Rio atingiu ponto `infernal´, diz <i>Clarín</i>

A violência no Rio de Janeiro atingiu proporções "infernais", afirma reportagem do jornal argentino Clarín nesta sexta-feira, 20. A dedução do diário argentino resulta da comparação com a situação em Buenos Aires: enquanto na capital fluminense uma pessoa morre a cada duas horas, na capital argentina uma morte violenta ocorre a cada três dias. A matéria do Clarín, intitulada "Rio ´semeia´ 1,3 mil rosas para cada assassinado este ano", é motivada pela manifestação da ONG Rio de Paz, que plantou o chamado "Jardim da Morte" na praia de Copacabana. "O novo protesto cívico coincide com o recrudescimento dos tiroteios e das mortes massivas. Na cidade mais turística do Brasil, as imagens da Polícia Militar que descia dos morros levando cadáveres agarrados por braços e pernas foram chocantes para os cariocas, e tiveram repercussão internacional", diz o texto. O também argentino La Nación registrou o protesto, afirmando que "a praia mais emblemática (do Rio) serviu de cenário, na quinta-feira, para uma homenagem emocionada às vítimas da violência que castiga esta cidade". A matéria lembrou a proximidade dos Jogos Pan-Americanos, que se realizarão no Rio de Janeiro no meio do ano, e as discussões envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para possibilitar o envio de mais forças de segurança à cidade.

Agencia Estado,

20 Abril 2007 | 08h28

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