Violência no Rio deixa São Paulo em estado de alerta

A onda de ataques que atingiu o Rio de Janeiro na madrugada de quinta-feira deixou a polícia de São Paulo em estado de alerta. Embora os serviços de inteligência não tenham detectado ordens para novos ataques da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), a preocupação persiste em alguns setores do governo. Parte da cúpula da Segurança Pública do Estado teme que novos atentados ocorram no início do governo de José Serra.Para os responsáveis pelo acompanhamento dos movimentos da cúpula do crime organizado, a ocorrência de novos atos de violência em São Paulo ainda é uma possibilidade. No entanto, para algumas autoridades, os atentados no Rio foram ações pontuais e sem ligação com os ataques empreendidos pelo PCC em São Paulo, entre maio e agosto deste ano. A inteligência da Polícia Civil manteve contato com o secretário da Segurança do Rio, Roberto Precioso, em busca de indícios que vinculassem as ações desta quinta-feira aos ataques deste ano em São Paulo. No entanto, nada foi encontrado.Terror em São PauloEntre maio e agosto deste ano, a capital paulista foi paralisada pelo terror. Durante esse período, o PCC promoveu três séries de ataques, que resultaram em quase 200 ônibus queimados e na morte de 185 pessoas - 56 policiais, 119 suspeitos e 10 civis. Ao todo, cerca de 300 pessoas foram presas.Os integrantes do PCC também articularam rebeliões simultâneas em 74 presídios e chegaram a seqüestrar um repórter e um assistente da TV Globo, com o objetivo de brigar a emissora a divulgar um manifesto do grupo contra a opressão carcerária. O repórter Guilherme Portanova foi libertado horas depois da exibição de um vídeo da facção no Fantástico.Após a onda de terror em São Paulo, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, e Júlio César Guedes de Moraes, o Julinho Carambola, apontados como líderes do PCC, foram denunciados como mandantes dos ataques.

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