Violência no Rio provoca crise na Secretaria de Segurança

A Secretaria de Segurança Pública do Rio vive uma crise interna em meio à turbulência provocada pelo crescimento da criminalidade. Nesta quarta-feira, o secretário Josias Quintal e o chefe de Polícia Civil, Álvaro Lins, voltaram a divergir em público e apresentaram versões diferentes sobre a origem das recentes ações violentas por parte de traficantes.Existem rumores de que o secretário deixará o cargo e assumirá o mandato de deputado federal pelo PSB. Quintal disse que os atos contra o Hotel Méridien, a Estação Del Castilho do metrô e vários veículos na Avenida Brasil, na segunda-feira, e o ataque à estação de trem do Corcovado, nesta terça, podem estar relacionados entre si e têm ligação com a prisão de criminosos e o endurecimento da disciplina nos presídios.Para ele, a captura de dois aliados de Fernandinho Beira-Mar - Jorge Alexandre Cândido, o Sombra, e Carlos Orlando Mesina Vidal, o Gringo -, teria motivado os atentados.Já Lins afirmou que as investigações mostraram que não há conexão entre os fatos. Ele disse que as prisões de Sombra e Gringo não estão relacionadas com a violência. Os autores, para ele, seriam jovens traficantes que querem demonstrar seu poder. "Não há líder do tráfico em liberdade e o que se vê são jovens disputando a liderança."Apesar de terem participado da reunião do Conselho Integrado de Segurança Turística, presidido por Quintal, os dois não ficaram juntos.Ambos negaram problemas. "A crise está na cabeça-de-bagre do idiota que passou essa informação", disse Quintal. O chefe de polícia afirmou desconhecer o fato. Veja o especial:

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