Violência preocupa autoridades em Cubatão

Cubatão começa agora a discutir o aumento da violência. Mas autoridades locais ainda tentam descobrir o que fez a cidade ficar entre as mais violentas do Estado. "O município é ponto de passagem para o turista que vai ao litoral e, conseqüentemente, recebe marginais que assaltam na estrada e se escondem aqui", diz o presidente da Câmara de Vereadores, Luiz Carlos Costa (PTB), que cobra a reinstalação de um batalhão da Polícia Militar. "Por falta de representatividade, Cubatão vem sendo discriminada." Um dos exemplos seria a sua exclusão da Operação Verão, que prevê o reforço de policiamento.O delegado Edy William Tedros atribui às obras da segunda pista da Rodovia dos Imigrantes o aumento da criminalidade. "Os trabalhadores foram requisitados em outras regiões e, mesmo desempregados, acabaram ficando na região." Mas, para Tedros, o tráfico de drogas é o grande vilão. Segundo ele, a região favorece a ação dos marginais, já que as favelas estão localizadas nos bairros-cotas da Via Anchieta ou próximas de mangues. "Há grandes labirintos, que facilitam a fuga pelas trilhas e pelos mangues."Cubatão tem 107 mil habitantes, metade deles vivendo em favelas; 14 mil pessoas não têm emprego e 7 mil famílias estão abaixo da zona de miséria. Segundo o prefeito Clermont Silveira Castor (PL), o pólo industrial ainda atrai trabalhadores, mas não há mais vagas. Diante do aumento da violência, prefeitura, vereadores, representantes da comunidade e responsáveis pela segurança iniciaram uma série de encontros para tratar do assunto."Ficou evidenciada a necessidade de um policiamento mais ostensivo", afirmou o prefeito, ele próprio vítima de uma tentativa de homicídio há um ano e meio, caso ainda não solucionado. A administração, por sua vez, intensificou seus programas sociais, cedeu um telefone para o disque-denúncia e reformou um carro da polícia.

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