Violência preocupa moradores de Ibiúna

O assassinato do caseiro do presidente Fernando Henrique Cardoso, Joaquim Antônio da Silva, provocou insegurança nos 70 mil moradores de Ibiúna (SP). A cidade, antes pacata, hoje convive com furtos, assaltos e homicídios. "Não temos segurança nem nas escolas, pois até crianças são assaltadas", diz a professora Mercedes Itagiba Manfredini, de 62 anos. A maioria dos moradores tem algum caso de violência para contar. "Meu filho foi assaltado quando passeava com a namorada", afirma a doméstica Doralice Maria dos Santos, de 53 anos. "Deram seis tiros nele para roubar o carro e só não morreu por milagre.? O motorista Roberto Espírito Santo, 45 anos, explica que a cidade atraiu muitos moradores de fora e desde então perdeu a tranqüilidade. Os condomínios rurais e as chácaras, muitas delas pertencentes a personalidades, são os alvos preferidos dos ladrões. Há um mês a chácara de um irmão da apresentadora Silvia Popovic, que faz divisa com a propriedade do presidente, foi saqueada. "Só tem policiamento quando o FHC está na cidade", reclama o açougueiro Amarildo Silva Porto de 28 anos, filho da caseira do candidato à Presidência José Serra. O caseiro de outra propriedade vizinha a do presidente, Jorge Roberto da Silva, de 50 anos, enumera várias propriedades que já foram assaltadas. Ele conta que a polícia passou a fazer rondas noturnas na região apenas no período em que os sem-terra ameaçavam invadir o sítio de FHC. A chácara do presidente, segundo ele, é muito exposta. "Não tem nem vigilância", afirma. O tenente Sérgio Kazuo Abe, da Polícia Militar, garante que as rondas ostensivas continuam sendo realizadas. "O município é muito grande e o número de furtos é compatível com a extensão territorial", diz. O delegado João Francisco Ferreira Dias afirma que o número de crimes violentos como furtos, roubos e homicídio está diminuindo. "A criminalidade é igual a de outras cidades da região.?

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