Vira-lata mata bebê de 17 dias no Paraná

O corpo de Ana Luiza de Moraes, de apenas 17 dias, foi sepultado hoje, em Londrina. Ela morreu de politraumatismo craniano, na tarde de após, provocado pelas mordidas do cachorro Rambo, que havia sido doado à sua família há cerca de sete meses.O cachorro, um vira-lata de porte médio e com a aparência de um boxer, já tinha um histórico de violência. Várias pessoas haviam sido atacadas por ele. Uma de suas vítimas é o operário Claudemir Bertoncini, que trabalha próximo à casa da família de Ana Luiza. Ele disse ao Estado ter sido atacado pelo menos quatro vezes por Rambo e que só se livrou das mordidas porque conseguiu utilizar a bicicleta que o leva ao trabalho como um escudo. Bertoncini foi uma das dezenas de pessoas, entre parentes, vizinhos e curiosos, que compareceram ao velório de Ana Luiza.A mãe do bebê, Regina Lúcia de Moraes, também foi atacada por Rambo ao tentar socorrer a menina. Ela teve ferimentos nos braços e nas pernas, mas sem gravidade. A menina, que dormia em seu carrinho quando foi atacada pelo cão, foi levada com vida ao Hospital Infantil pelo serviço médico do Corpo de Bombeiros, mas não resistiu aos ferimentos.Ao lado da casa da família de Ana Luiza, mora sua avó, Doraci Aparecida de Lima, que deu o alerta sobre o ataque do cachorro, que ficará dez dias em observação antes de ser sacrificado. O último ataque fatal de cachorro registrado no Paraná ocorreu em setembro do ano passado. O menino Guilherme Vieira, de dois anos, residente em Ponta Grossa, foi morto por um pit-bull. Em maio, Rosália Lauro Pereira, 58 anos, residente em Colombo (região metropolitana de Curitiba), foi morta por seu cão, da raça rottweiler.

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