Virada leva 2,3 milhões à Paulista

Segundo os organizadores, público é novo recorde; polícia não registrou incidentes graves durante os shows

Rodrigo Pereira, O Estadao de S.Paulo

02 de janeiro de 2008 | 00h00

A noite sem chuva e os hits do filme Tropa de Elite garantiram novo recorde de público na festa de réveillon em São Paulo. Foram 2,3 milhões de pessoas na Avenida Paulista, segundo a organização do evento - ante 2,2 milhões no ano anterior. Muita gente, principalmente os jovens, foi à festa atraída pelos shows da banda Tihuana, tocando a música-tema do filme, e do MC Leozinho, que, entre outros funks, cantou o Rap das Armas,outro sucesso da trilha sonora de Tropa de Elite. Veja galeria de fotos do réveillon no País e no mundo"A festa está ótima. Vi o filme no cinema e todo dia essas músicas tocam na minha rua", disse a estudante Gracye de Souza Santos, de 12 anos, que foi com a irmã Grecieli, de 11 anos, e a mãe, Simone, de 34, pelo segundo ano consecutivo. "Neste ano está bem mais relax. No ano passado, teve muita briga", lembrou Simone. A mesma opinião foi destacada por outros espectadores. Apesar do apelo à violência das músicas de Tropa de Elite, houve pouco trabalho para os cerca de 2 mil homens envolvidos na segurança dos shows. As três delegacias que cobrem a área da Paulista registraram apenas três ocorrências durante as seis horas de atrações - uma de furto e duas de perdas de documentos. "A população colaborou. A maioria respeitou as orientações da PM e não trouxe nada (proibido) para cá", disse o coronel Álvaro Camilo, responsável pelo policiamento da festa. Quem queria chegar à avenida passava por rigorosa revista feita com detector de metal. Além disso, oito câmeras com 1 quilômetro de alcance e cinco com menor definição foram utilizadas para coibir incidentes. "Mais uma vez a virada na Paulista mostra que é a grande virada do Brasil", disse o prefeito Gilberto Kassab (DEM).O calor e o excesso de bebida alcoólica fizeram com que 30 pessoas passassem mal - sete foram levadas para hospitais da região, mas nenhum caso grave. Três crianças perderam-se dos pais, mas logo foram encontradas.FOGOSO auxiliar de informática Felipe Martinez, de 30 anos, veio da Granja Viana, em Cotia, com sua mulher, Ana Paula Santos, de 28, para assistir aos fogos. O show de pirotecnia durou 13 minutos e, apesar de se restringir a apenas um prédio em toda a extensão da Paulista, atraiu muita gente atrás do palco, entre as Ruas Augusta e Consolação."Os fogos não paravam. Foi lindo, (durou) muito mais tempo que na praia", observou a esteticista gaúcha Marisa Haiduk, de 31 anos. "Sempre passei com minha família em Erechim (interior do Rio Grande do Sul) ou na praia. Mas, no ano que vem, vou trazer minha irmã pra cá."Alheias à "onda" Tropa de Elite, as amigas Camile Scholz e Caroline Ferrari, ambas de 20 anos e de Porto Alegre, fizeram da virada em frente ao Masp a celebração do primeiro ano delas em São Paulo. "Não consigo mais viver longe daqui", disse Camile, que estuda Direito - Caroline faz Letras. As duas disseram preferir o som do sertanejo Leonardo, que cantou até a hora da virada. Depois dele, fecharam a noite o cantor Lulu Santos e a bateria da escola de samba Mocidade Alegre, campeã do último carnaval.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.