Viradouro inova na Sapucaí com enredo sobre o jogo

Dez anos após seu primeiro título, a Unidos do Viradouro apostou suas fichas num carnaval inovador. Trazendo oito carros, 34 alas, 3.800 componentes, a escola trouxe para a Sapucaí o jogo como tema, fez um desfile tecnicamente perfeito e que empolgou a multidão. "Vamos tentar dar o xeque-mate", disse o presidente Marcos Lira, referindo-se ao enredo deste ano. Conhecido por suas inovações, o carnavalesco Paulo Barros fez sua estréia na escola este ano. Ele preparou uma fantasia inusitada para a primeira porta-bandeira da escola, Simone, que vem com um vestido que imita uma roleta. "No carnaval, vale tudo. A fantasia está linda", disse Simone, acompanhada pelo mestre-sala Julinho, que está de crupiê. "Eu sou aquele que controla o jogo na roleta", explicou o componente. Com o nome de "Começando o jogo, embaralhe as cartas", a comissão de frente apresentou diversas coreografias, trazendo cartas de baralho, todas do naipe de copas, que simbolizavam o amor ao carnaval. Outras alas coreografadas passaram pela avenida, como a do futebol, que chamou a atenção do público com os integrantes vestidos de grama e usando chapéus que representavam os jogadores. A bateria da escola também surpreendeu. Ao som do enredo "Viradouro Vira o jogo", a bateria do mestre Ciça começou o desfile em cima de um carro alegórico, que representa um tabuleiro de xadrez. No meio do sambódromo, os 300 ritmistas desceram para serem substituídos por passistas que faziam mímicas de quem toca bateria. A rainha da bateria, Juliana Paes, levantou a multidão, chamando a atenção do público presente na Sapucaí. A escola trouxe uma carro simbolizando o cassino Taj Mahal, o mais famoso de Atlantic City. Inicialmente programado para trazer seis integrantes pendurados imitando as roletas, o carro entrou na Sapucaí com apenas cinco componentes de cada lado. O suporte que ficaria um integrante foi serrado. De acordo com o operário que fazia o reparo isso foi necessário porque as saias que imitavam roletas iriam bater uma nas outras. Porém um componente que não quis se identificar chegou a comentar uma das seis pessoas teria faltado. Passaram pela avenida também carros representando um jogo de dados, uma partida basquete, entre outros. Um deles, tinha como tema os livros Onde está o Wally, no qual o público precisava, como nas publicações, encontrar o personagem infantil. Segundo Barros, o carnavalesco da escola, tudo saiu a contento, mesmo com a quebra de um carro na concentração. "O público gostou e a escola também, o resultado agora é secundário."

Agencia Estado,

19 Fevereiro 2007 | 03h19

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