Viradouro mistura Bahia e biocombustível para fechar desfiles

Escola, que encerrou carnaval carioca, apostou em desenvolvimento sustentável e misticismo para o samba

Andréia Sadi, do estadao.com.br

24 Fevereiro 2009 | 06h08

A Viradouro não esperou chegar na Marquês de Sapucaí para ousar- misturou logo no samba-enredo a Bahia e a discussão sobre biocombustíveis para fechar os desfiles do carnaval 2009. A agremiação colocou 3.900 componentes, divididos em 40 alas e oito carros alegóricos, para sambar "Vira Bahia, pura energia" na Marquês de Sapucaí, nesta terça-feira, 24.  Veja Também: Fotos da Viradouro Você é o jurado: avalie o desempenho das escolas   Blog: dicas para quem quer curtir e para quem quer fugir da foliaEspecial: mapa das escolas e os sambas do Rio e de SP   Saiba como chegar ao sambódromo      A comissão de frente da Viradouro "Batalha entre os Combustíveis" trouxe componentes vestidos de verde e preto, representando o fóssil versus o biodiesel.  Robson e Ana Paula, mestre-sala e porta-bandeira, desfilaram na avenida. Antes do desfile, um problema na fantasia de Ana Paulo atrasou a entrada da escola na Sapucaí. A escola apostou no candomblé, aos povos africanos e misticismo para compor suas alas e carros.  Crédito: Fabio Motta/AE Entre os destaques, o segundo carro alegórico, Carrosel de Ossanha, mostrou a energia do verde, a força das plantas- Ossanha é orixá das plantas." Rendas da Anunciação", ala das baianas da Viradouro, lembrou as tradições dos escravos. Falando em Bahia, a culinária da região não poderia ficar de fora. A Viradouro trouxe o carro da moqueca, com uma baiana mexendo um panelão e mulheres vestidas de camarões ao seu redor.  A bateria apostou na "paradinha" e na novata Juliane Almeida, sua rainha, para animar a Sapucaí. A dançarina substitui a atriz Juliana Paes, que decidiu apenas acompanhar os desfiles neste ano. Além disso, a bateria contou com o reforço de 20 ogãs(na Umbanda, são os tocadores de atabaques) para a apresentação. Ao todo, são 300 ritmistas.  A triatleta Fernanda Keller também participou da festa da escola. A ala mirim simbolizou um protesto contra a não adesão dos EUA ao Protocolo de Kyoto, que propõe metas de redução na emissão de gases estufa na atmosfera. Crédito: Fábio Motta/AE No ano passado, a escola ficou em 7º lugar no carnaval.

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