MARCOS DE PAULA/ESTADÃO
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Viradouro tenta se manter na elite do carnaval do Rio

Escola foi a 1ª a desfilar; escultura em carro alegórico perdeu um braço e agremiação ainda enfrentou chuva forte na Sapucaí

O Estado de S. Paulo

15 de fevereiro de 2015 | 23h34

RIO - A Viradouro, primeira escola a desfilar neste domingo, 15, entrou na Avenida Marquês de Sapucaí sob forte chuva, com quase 30 minutos de atraso. Embora tenha feito um desfile bonito, acabou prejudicada: a comissão de frente e o casal de mestre-sala e porta-bandeira fizeram apresentação comedida, ainda que correta, diante dos jurados, para evitar escorregões na pista.

As cuícas tiveram de ser cobertas com sacos plásticos, para que a água não estragasse o couro dos instrumentos. Ao longo dos primeiros 32 minutos da apresentação, o som falhou sete vezes. Mas os componentes e a arquibancada cantaram à capela o samba de Luiz Carlos da Vila (morto em 2008) e adaptado por Gusttavo Clarão.

O quarto carro, que representava pretos velhos, demorou a entrar na Sapucaí e abriu um buraco em frente ao setor 1. A Viradouro cantou a trajetória do negro no Brasil. O refrão “o samba corre/ nas veias dessa pátria-mãe gentil/ é preciso atitude/ de assumir a negritude/ pra ser muito mais Brasil” pegou e foi bem cantado pelo público. 

A bateria tocou em ritmo mais cadenciado, em vez do andamento acelerado que se vê nos sambas de hoje. “É um samba à moda antiga, pra acompanhar o ritmo de Luiz Carlos da Vila”, disse Mestre Magrão. As paradinhas foram mantidas, mas ganharam ritmo afro. 

A escola de Niterói, que voltou ao Grupo Especial depois de três anos no acesso, teve na comissão de frente a atriz Juliana Paes, que estava afastada da agremiação. Ela representou o fruto da árvore do baobá. “Já fui rainha, já fui destaque. Experimentei todas as cores e sabores da escola. Agora sou destaque da comissão de frente.”, afirmou Juliana, que disse representar a miscigenação do povo brasileiro. 

Na concentração, a madrinha de bateria Raissa Machado teve de dividir atenções. Primeiro, com Juliana Paes, que foi imediatamente cercada por fotógrafos e repórteres. Depois, com os tenistas Gustavo Kuerten, David Ferrer e Rafael Nadal, que desfilaram com roupa da diretoria à frente da escola, cercados por seguranças. 

O presidente da escola, Gusttavo Clarão, minimizou os efeitos da chuva. “As fantasias estavam perfeitas, mas a chuva atrapalha É um fator extra, assim como parou o som. Todo mundo tá vendo que não é a escola. Como é que vai brigar contra a natureza?” 

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