Visita a cadeião revela irregularidades

Entidades de Direitos Humanos visitaram hoje o Cadeião de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, para apurar denúncias de maus tratos feitas contra o diretor de disciplina, identificado apenas pelo sobrenome, Silva, e dois carcereiros. Entre as irregularidades, os representantes constataram que das 670 presas, pelo menos 400 já foram condenadas pela Justiça e deveriam ter sido removidas. De acordo com o deputado Emídio de Souza (PT), da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, a comissão irá pedir novo exame de corpo de delito nas detentas, a visita do juiz-corregedor Maurílio Lemos Porto ao local, vagas para abrigar as presas já condenadas ao secretário da Administração Penitenciária Nagashi Furukawa, e médicos para atender as presas. O estado de saúde das detentas Viviane Pereira da Silva, Maria Aparecida da Silva, Adriana Ferreira dos Santos, Luzia Alves Teixeira, Isabel Cristina de Oliveira, Odete Euclides José de Lima e da gestante Ingrid Cipriano Dias foi considerado grave pela comissão. "Eu vi uma das presas com o dedo da mão decepado", afirmou o deputado. Todas elas, segundo o deputado, apresentavam hematomas pelo corpo, cortes na cabeça e perfurações de tiros: "Há presas com projéteis ainda no corpo?.

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