Visitas ao Cristo aumentam 20%

Eleição como uma das 7 novas maravilhas do mundo e melhorias estruturais atraem cada vez mais turistas

Roberta Pennafort, O Estadao de S.Paulo

19 de julho de 2008 | 00h00

O Cristo Redentor recebe cada vez mais turistas desde que foi declarado uma das sete novas maravilhas do mundo, em julho de 2007. De lá para cá, a visitação cresceu 20% - 80 mil pessoas por mês. Se a inclusão no grupo seleto de monumentos (do qual fazem parte o Taj Mahal e o Coliseu) chamou a atenção dos estrangeiros para a estátua, a melhoria do acesso ao topo do Corcovado vem estimulando visitantes de outros Estados e mesmo cariocas a ver de perto o que só conhecem de cartão-postal ou pela televisão. "Eu sempre quis vir aqui. É incrível que esteja finalmente acontecendo", dizia, anteontem, a australiana Kylie Alexander, no Rio pela primeira vez. Ela, a amiga dinamarquesa e centenas de outros visitantes que escolheram esse dia para subir o morro deram sorte: a temperatura estava agradável e o céu, azulzinho. "É a primeira vez que visito e estou achando espetacular", contava o aposentado Fernando Ferreira, morador da Tijuca, que levou a mulher e o filho. "Agora a estrutura é muito melhor. A gente se sente mais seguro." Ferreira se refere às mudanças no sistema de condução até o Cristo. Em 2007, a Polícia Federal descobriu um esquema de desvio de recursos angariados com a visitação por meio rodoviário (carros de passeio e táxis). Depois disso, foi proibida a subida dessa forma e criada uma linha de vans, que fazem o serviço a partir da Estrada das Paineiras (até lá, chega-se, ainda, de automóvel). O preço passou de R$ 5 para R$ 13 por pessoa, o que motivou reclamações, mas o clima de bandalheira na estação do Cosme Velho, que assustava os turistas, diminuiu muito. A viagem de 20 minutos no trenzinho do Corcovado, meio mais tradicional e agradável, custa R$ 36. O Cristo recebe cerca de 1 milhão de visitantes por ano. Em 2007, 480 mil subiram pelo trenzinho; em 2008, somente entre janeiro e junho, são 360 mil. "Antes, era aquele constrangimento na chegada à estação. Ficou mais seguro e confortável", diz Ricardo Calmon, chefe do Parque Nacional da Tijuca, onde fica o monumento. "A escolha como uma das maravilhas fez todo mundo, em tudo quanto é lugar, ouvir falar do Cristo Redentor do Rio", afirma o presidente da Sociedade dos Amigos do Parque, João Alfredo Viegas. Calmon coleciona projetos: ampliação da estrutura no alto do Corcovado; a reforma do Hotel das Paineiras (o uso de seu estacionamento aumentaria o número de vagas na estrada); a transformação do hotel num centro de referência ambiental; a integração dos meios de transportes públicos à estrada; e a divulgação maior do parque como opção de programa ecológico. Em breve, o Cristo também passará por obras. O Ministério do Turismo liberou R$ 1,5 milhão para troca de placas de granito, limpeza e outros reparos.

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