Visitas são suspensas em penitenciárias no interior de SP

Os funcionários do Centro de Detenção Provisória (CDP) e da Penitenciária de Ribeirão Preto, a cerca de 300 km ao norte do Estado de São Paulo, suspenderam o serviço de visitas a presos, em protesto contra a execução do diretor do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Mauá, na Grande São Paulo, Wellington Rodrigo Segura. A morte do diretor aconteceu no início da noite de sexta-feira. A informação é do diretor de Saúde do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (Sifuspesp), Luiz da Silva Filho, o "Luiz Danone".Conforme Silva Filho, o protesto teve início neste final de semana em outras duas penitenciárias, Zwinglio Ferreira (P-I), e Maurício Henrique Guimarães Pereira (P-II), em Presidente Venceslau, região oeste do Estado de São Paulo, onde estão reclusos detentos de alta periculosidade."Os agentes penitenciários são o alvo mais fácil do crime, por causa do trabalho próximo ao preso; a suspensão das visitas é um ato de solidariedade", explicou Silva Filho. Ele reconheceu, ainda, que a suspensão do serviço de visita em cadeias com detentos de alta periculosidade é uma forma de atrair a atenção da mídia.O diretor salientou, no entanto, que os serviços essenciais de alimentação e entrega de medicamentos aos condenados funcionam normalmente. "A vigilância foi até redobrada", garantiu. Silva Filho informou que direção do sindicato ainda não tem posição sobre como deverá atuar depois do final de semana. Uma reunião deverá ocorrer para discutir a volta do atendimento normal.FamíliasParentes dos detentos, não avisados da suspensão, foram às unidades prisionais de Ribeirão Preto, mas não puderam entrar. No período da manhã, os familiares permaneceram em frente às unidades, mas não houve incidentes. À tarde, a direção da penitenciária disse que a situação estava tranqüila, apesar de as visitas terem sido proibidas. A Polícia Militar confirmou não ter sido notificada de qualquer ocorrência. "Os presos aceitaram a proibição e não ocorreram conflitos", disse um funcionário. Já nas duas penitenciárias de Serra Azul, na região de Ribeirão Preto, as visitas transcorreram normalmente.MauáEm Mauá, um funcionário do CDP, que não quis se identificar, disse, por telefone, que as atividades ocorrem normalmente neste domingo e negou informações de esposas de detentos, que passaram a manhã de hoje na porta do Centro, dando conta que houvesse falta de água e luz na prisão.Segundo ele, os funcionários estão de luto pela morte do diretor Wellington Segura. Quanto às visitas aos presos, o funcionário comentou que "o serviço não funciona aos domingos".

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