Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Vítima do atirador em escola de Goiânia fica paraplégica

Jovem de 14 anos perdeu o movimento das pernas, segundo boletim médico do hospital

Ana Paula Niederauer, O Estado de S.Paulo

25 Outubro 2017 | 11h27

A adolescente de 14 anos, baleada no colégio Goyases na sexta-feira, 21, ficou paraplégica devido uma lesão na medula espinhal, informou o Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO).

Segundo o último boletim médico do hospital,  divulgado nesta quarta-feira, 25, a garota está em estado de saúde regular, consciente e respira sem ajuda de aparelhos.

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Em nota, o Hospital HUGO afirmou que a jovem continua internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sem previsão de alta.

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"A adolescente apresenta uma lesão na medula espinhal, no nível da 10ª vértebra da coluna torácica, que comprometeu os movimentos dos membros inferiores de forma definitiva. A paraplegia já havia sido diagnosticada no dia de sua admissão, mas não informada até então a pedido de familiares", explica a nota.

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Esperança

Nesta terça-feira, 24, foi realizado um culto ecumênico em homenagem às vítimas da tragédia que atingiu a escola.O local foi palco de um ataque a tiros na sexta-feira, 20, que deixou dois alunos mortos e quatro feridos.

Com camisetas escrito "paz", professores, pais e alunos participaram da cerimônia que foi realizada na frente do colégio Goyases.

A mãe da jovem compareceu ao culto e muito emocionada disse acreditar em um milagre.

"Eu acredito que Deus vá recuperar a coluna de minha filha. Eu ensinei minha filha a caminhar e agora ela vai me ensinar a andar como ela vai andar ", afirmou.  

De acordo com ela, a filha também pede pela recuperação. "Ela disse: 'Mamãe, fala para os médicos que eu quero minhas pernas de volta, que eu quero andar'."

Além da coluna, a jovem está com problema no pulmão, que também foi atingido, segundo a mãe. 

O tio da estudante Colemar Santos dirigiu a fala ao governador de Goiás em exercício,José Eliton (PSDB), presente no local, pedindo para que o governo faça de tudo para que a jovem volte a caminhar. "Queremos que, se tiver chance de andar com tratamento em qualquer lugar do mundo, que o Estado possa ajudar", afirmou.

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