Vítimas da explosão da Petrobras serão identificados pelo DNA

Na terça, 4 morreram após acidente num gasoduto em São Miguel dos Campos; causas ainda são investigadas

Ricardo Rodrigues, O Estado de S. Paulo

24 de setembro de 2008 | 14h13

Os quatro operários mortos na explosão de um gasoduto da Petrobras na terça-feira, 23, em Alagoas ainda não foram identificados. Os corpos recolhidos pelo Instituto Médico Legal de Maceió estavam carbonizados e só poderão ser identificados por meio de exames de DNA, segundo informações dos peritos do IML. O acidente ocorreu por volta das 10h30 horas, na estação de tratamento de óleo de Furado da Petrobras, na zona rural do município de São Miguel dos Campos, a 70 quilômetros de Maceió.  Veja também: Em 2001, acidente na P-36 deixou 11 mortos   Segundo nota distribuída pela Petrobras, as causas do acidente ainda estão sendo investigadas, por isso ainda não há um parecer técnico sobre o que teria provocado a explosão na tubulação de gás. Funcionários da empresa que estavam na estação durante o acidente disseram que a explosão foi tão forte que provocou chamas de alta temperatura, queimando os funcionários que estavam próximos ao foco do incêndio.  Na manhã desta quarta-feira, parentes das vítimas aguardavam no IML alguma definição para que possam realizar o velório e o sepultamento. É o caso da família do funcionário Miguel Ângelo Pereira, de 27 anos, que está desaparecido desde que foi trabalhar na unidade.  Familiares de Miguel - que residem em Palmeira dos Índios, no Agreste alagoano - estiveram no IML de Maceió, onde entregaram aos peritos cópias de exames odontológicos, a fim de facilitar a identificação do funcionário pela arcada dentária.  De acordo com o diretor administrativo do IML, Carlos Burgus, a Petrobras deve enviar ao Instituto a ficha com o prontuário médico dos desaparecidos. "São exames feitos no período de admissão e outros solicitados pela empresa, que serão usados para facilitar a identificação dos corpos", explicou o diretor.  Em nota distribuída à imprensa, a Petrobras disse que as famílias dos operários desaparecidos estão recebendo total apoio do setor de assistência social da empresa. Na hora do acidente, havia cerca de 200 pessoas trabalhando na estação de Furado, que funciona também como depósito de gás e petróleo, com vários tanques. De acordo com a Petrobras, a estação de Furado produz cerca de 2.300 barris de petróleo e 1 milhão de metros cúbicos de gás por dia. Engenheiros da empresa estão desde a noite de terça consertando a tubulação e tentando descobrir as causas do acidente. Segundo a gerência da Petrobras em Alagoas, o acidente não provocou problema no abastecimento de gás natural veicular no Estado. A empresa divulgou ainda que o acidente não causou danos ambientais e que os prejuízos materiais ainda serão calculados.

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