Vítimas de acidente com helicóptero continuam internadas

Três dos seis passageiros do helicóptero Bell 206 Jet Ranger da LRC Eventos, que caiu no Brooklin, zona sul de São Paulo, na tarde do domingo, 22, foram submetidos a cirurgia na coluna e continuam internados, mas passam bem, segundo o Hospital Sírio-Libanês. Os sul-africanos Israel Bloomberg, de 46 anos, que foi operado na noite de segunda-feira, e Richard Horton, de 35, operado na manhã desta terça-feira já estão nos quartos. O outro sul-africano que também estava à bordo da aeronave, Herman Polmann, de 38 anos, foi submetido a exames e a princípio não deverá passar por cirurgia. O piloto do helicóptero, Guilherme Ferraz, de 31 anos, foi operado na manhã de segunda-feira e também já está no quarto, segundo o hospital.Os outros passageiros são os cariocas Aroldo Antônio Oliveira, de 45 anos, que não teve ferimentos e o filho, Aroldo Mendonça Neto, de 13, que foi submetido a exames e também não necessitará de nenhum tipo de cirurgia. Segundo o hospital, nenhum paciente terá alta hoje.O helicóptero de modelo Bell Long Ranger, transportava cinco turistas que vieram a São Paulo assistir ao Grande Premio de Fórmula 1, no domingo. Eles embarcaram no Autódromo de Interlagos com destino ao hotel World Trade Center Hotel. No momento em que se preparava para pousar no heliponto do hotel, o piloto perdeu o controle e fez um pouso forçado em um terreno onde há uma obra na Rua Flórida perto da Marginal do Pinheiros.Falha mecânicaA polícia acredita que o acidente ocorreu por falha no aparelho. Um dos ocupantes do helicóptero, o policial Aroldo Antônio Oliveira disse que auxiliares da pista do Autódromo de Interlagos foram acionados pelo piloto para "dar um toque na hélice do rotor da cauda" do aparelho.O policial afirmou ao delegado Maurício Del Trono Grosche que a aeronave estava fora do fluxo dos outros helicópteros, o que já achou estranho. O helicóptero deveria pousar no heliponto do hotel quando, segundo Oliveira, passou lateralmente do ponto e começou a girar em sentido horário até esbarrar a cauda numa janela do 9º andar do prédio da Nestlé. Os destroços do helicóptero, que pertence a Haroldo de Almeida Rego Filho, foram levados para o Campo de Marte.

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