Vítimas de enchentes no interior de SP continuam desabrigadas

Água do rio Capivari continua acumulada em ruas e residências; 450 pessoas estão desabrigadas

Rose Mary de Souza, de O Estado de S. Paulo,

01 Janeiro 2010 | 18h43

Uma semana depois, os desabrigados em Capivari, interior de São Paulo, ainda não podem retornar às suas casas. O rio Capivari, que subiu 4 metros alagando 850 casas na madrugada de 28 de dezembro, baixou nesta sexta-feira, dia 1º, para 2,40 metros. Porém, a água ainda continua acumulada em vias e dentro dos imóveis. Seu nível normal é 80 centímetros. Muitas construções já estão condenadas.

 

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A dona de casa Eliana Cristina Ferreira, 33 anos, o marido e os três filhos foram obrigados a sair em baixo de chuva, às 3 horas da manhã, com a água suja batendo no peito. "As paredes estão balançando, acho que perdemos a casa", contou ela.

 

A família de Eliana engrossa a fila de 450 desabrigados que estão provisoriamente alojados em escolas e em um ginásio esportivo. Outros 3 mil moradores foram para casas de parentes."A água chegou até o telhado. Perdemos tudo", lamentou.

 

Mesmo sem chuvas fortes, apenas com chuviscos ocasionais e céu nublado, as famílias esperam o fim da maior enchente. A aposentada Lucinda Malho, 50 anos, e os netos de 11 e 12 anos passaram o réveillon na quadra de esportes da Escola Aldo Silveira. A ceia foi preparada por voluntários para mais de 200 pessoas. As novas roupas, já que tudo se perdeu com a enchente, foram doadas. Para ela, o grande conforto é contar com a colaboração das pessoas: "Ainda bem que temos apoio senão não sei o que seria".

 

Capivari tem 50 mil habitantes e sofreu três enchentes no mês de dezembro. O prefeito Luis Donisete Campaci (PMDB) disse que espera nos próximos dias a assinatura do Governo do Estado para a abertura da licitação para a construção de casas populares pelo CDHU. "Temos o terreno, o projeto e falta somente esse detalhe para iniciarmos as obras", disse.

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