EFE
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Vítimas de inundação na Itália voltariam ao Brasil em 2014

Parentes que moram no interior de SP foram avisados por pastor de Milão sobre a morte de quatro pessoas da família em Sardenha, atingida por ciclone

Rene Moreira, Especial para o Estado

19 de novembro de 2013 | 13h04

FRANCA - O lavrador Abel Passoni, de 72 anos, morador de Divinolândia (SP), foi acordado na madrugada desta terça-feira, 19, com uma notícia trágica. Seu filho, o agricultor Izael Passoni, de 42 anos, sua mulher Cleide Mara, de 39, e os filhos Werriston, de 21, e Laine Kellen, de 17, haviam morrido vítimas das enchentes após ciclone que atingiram a ilha de Sardenha, na Itália. A família se preparava para voltar ao Brasil no início do próximo ano porque estaria se sentindo muito sozinha na Europa.

Quem informou a família sobre as mortes foi o pastor de uma igreja em Milão. A mulher do lavrador passou mal e teve de ser medicada. O casal é evangélico e conta com o apoio do consulado agora para tentar liberar os corpos.

Segundo ele, o filho trabalhava na agricultura no sul de Minas Gerais antes de se mudar para a Itália, onde conseguiu um trabalho como jardineiro. A família estaria dormindo em porão na cidade de Arzachena, quando o temporal começou. O pai diz ter sido informado que eles não teriam percebido a chuva e nem teriam sido informados porque o celular não pega naquele ponto da ilha.

Emergência. A Itália declarou estado de emergência na ilha após a enchente que matou no total 17 pessoas. Os brasileiros foram encontrados no interior de um apartamento localizado no subsolo, onde moravam, em Arzachena, na região norte. Várias pessoas ainda estão desaparecidas e o número de mortes pode aumentar.

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