Vítimas do acidente aéreo em Manaus teriam sofrido saque

Os parentes das vítimas do acidente ocorrido com o avião Brasília (prefixo PT-WRO) da empresa amazonense Rico Linhas Aéreas, na última sexta-feira, em Manaus, têm agora uma preocupação mais. Além de não haver ainda qualquer previsão quanto à liberação dos corpos pelo Instituto Médico Legal do Amazonas, os familiares dos 33 mortos no desastre querem saber onde foram parar os pertences dos passageiros. Até a noite desta terça-feira, o IML não soube dizer onde estavam e já se fala na possibilidade de saque por parte dos moradores das comunidades próximas onde caiu o aparelho.Segundo o advogado da Rico, Juvenil Gomes, todos os objetos pessoas, inclusive as bagagens, são entregues à polícia técnica para serem analisadas e depois devolvidas aos familiares. Ele, no entanto, não soube dizer se esse procedimento realmente aconteceu. "A Rico não tem qualquer participação nesse processo. O trabalho de buscas de corpos e pertences é totalmente independente. Nos cabe apenas assistir financeira e psicologicamente os parentes das vítimas", disse.O diretor do Instituto Médico Legal, Helder Freitas, também não soube explicar direito o que foi feito dos pertences. A única justificativa que deu foi a necessidade de os tais pertences continuarem retidos para auxiliar no trabalho de identificação dos corpos. "Tudo está sendo usado para que essa identificação aconteça de forma mais rápida", explicou.Há também dificuldade na identificação dos corpos, a ponto de o IML estar providenciando a vinda de legistas da Universidade Federal de Roraima para auxiliar nos trabalhos. Como a empresa aérea disponibilizou passagens e hospedagem para esses legistas, eles devem chegar nesta quarta-feira a Manaus.

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