Vítimas do barco que naufragou em Brasília prestam depoimento

Marinha também abriu inquérito para investigar o caso; bombeiros ainda trabalham no resgate

Vannildo Mendes, O Estado de S. Paulo

24 de maio de 2011 | 11h23

BRASÍLIA - O delegado Adval Cardoso de Matos, da 10ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal, está tomando depoimento de passageiros do barco Imagination, que naufragou no Lago Paranoá, em Brasília, no Distrito Federal, no último domingo. Na manhã desta terça-feira, 24, ele falava com uma família de 11 pessoas que estavam a bordo, todas sobreviventes.  O chefe da família, Hilton Carlos Soares Gomes, 34 anos, conseguiu superar a tragédia, embora não saiba nadar. "Acho que foi um milagre", disse Luciane Santana Torres, mulher de Hilton, que teve pequenos ferimentos na perna direita na queda do barco.

 

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As investigações indicam que o barco Imagination estava com o tubulão (tubo de flutuação) rachado. Os tubulões são grandes tubos vedados, com ar dentro, fixados sob o casco para dar flutuabilidade. Quando o tubo racha, entra água e o barco desequilibra. Com capacidade para 92 pessoas, a embarcação transportava pelo menos 101, que faziam uma festa a bordo. A Marinha já abriu inquérito administrativo e tem 90 dias para concluir o relatório com as causas do acidente.

 

A Marinha também abriu inquérito administrativo para apurar o caso e tem 90 dias para concluir o relatório com as causas do acidente. Dois peritos em acidentes navais do Rio devem ajudar nas investigações em Brasília. A Polícia Civil abriu inquérito criminal para levantar as responsabilidades pelo acidente e deve indiciar o piloto por crime culposo - quando não há intenção de matar. Ele foi submetido ao teste de bafômetro, que deu negativo.

 

O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal resgatou mais dois corpos do Lago Paranoá, em Brasília, vítimas do afundamento do barco. Os corpos, de dois homens, já foram enviados ao Instituto Médico Legal (IML) da capital federal. Com isso, já são seis as pessoas mortas resgatadas, mas os bombeiros trabalham para localizar mais três ou quatro corpos.

 

 

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