ALAOR FILHO/AGENCIA ESTADO
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Viúva da Mega-Sena foi ao banco dias após morte de marido, diz testemunha

Gerente contou que foi procurado pelo milionário pouco antes de sua morte, em 2007, para saber como poderia desfazer conta conjunta com a mulher

Clarissa Thomé, O Estado de S. Paulo

14 Dezembro 2016 | 22h57

No segundo dia do julgamento da cabeleireira Adriana de Almeida, a "Viúva da Mega-Sena", um gerente de banco contou que foi procurado por Renné Senna, dias antes de sua morte, para saber como poderia desfazer a conta conjunta que mantinha com Adriana. O gerente chegou a ir à casa de Senna, mas este havia desistido. Ainda de acordo com o gerente, Adriana esteve no banco três ou quatro dias após a morte do milionário para saber se poderia ter acesso ao R$ 1,8 milhão que o casal tinha na conta conjunta.

Ex-lavrador e ex-vendedor de doces à beira da estrada, Renné Senna foi assassinado a tiros em janeiro de 2007, dois anos depois de ganhar R$ 52 milhões na Mega-Sena. De acordo com o inquérito policial, a viúva Adriana Almeida mantinha casos extraconjugais e teria contratado dois ex-seguranças do marido para assassiná-lo. Anderson de Souza e Ednei Pereira foram condenados a 18 anos de prisão pela execução do milionário.

Adriana foi a julgamento em 2011, mas foi absolvida. O julgamento foi anulado porque dois integrantes do júri se encontraram em um posto de gasolina antes de proferirem a decisão - os integrantes do conselho de sentença não podem ter contato para não interferir na decisão.

Iniciado na terça-feira, 13, o julgamento de Adriana de Almeida tem previsão de terminar nesta quinta-feira. O depoimento mais longo até agora foi de Renata Senna, filha do milionário. Ela disse que o pai desconfiava de que era traído por Adriana e pretendia retirar o nome dela do testamento. Um suposto amante de Adriana também foi interrogado. Nesta quinta-feira, 14, Adriana de Almeida será interrogada. A decisão deve sair à tarde.

 

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