Vizinhos não viram movimentação na casa de Rafaela Fischer

Nenhum vizinho da estudante Rafaela Fischer, filha da atriz Vera Fischer, viu qualquer movimentação estranha no prédio dela, no último domingo, dia em que um homem negro, de touca ninja e luvas invadiu o apartamento da artista, no Leblon, e depois teria seguido para o de Rafaela, em Ipanema. As informações foram colhidas no edifício em que mora a estudante pelo delegado Napoleão Salgado, que investiga o caso.Somente ontem à noite Salgado foi informado do segundo assalto. ?Não há testemunhas, não há câmeras. Por enquanto não temos nada sobre esse segundo caso?, afirmou Salgado. Rafaela Fischer tinha depoimento marcado para amanhã, mas foi ouvida hoje a pedido do pai dela, o ator PerrySalles. Para o delegado, o mais importante do testemunho da estudante foi ela ter esclarecido como o assaltante invadiu o apartamento de Vera Fischer.Rafaela contou que o criminoso interfonou para um vizinho da atriz - ainda não identificado - e se fez passar por entregador de revista para entrar no prédio. Ele subiu para o terraço por uma escada interna. Apenas uma porta fechada por pressão separa essa escada do apartamento de Vera. Rafaela contou ainda que quando o criminoso foi embora, ela e o namorado, Rafael Barros, de 22 anos, se desvencilharam das cordas com as quais teriam sido amarrados pelo assaltante. Rafaela teria então procurado ajuda na casa de um vizinho ? por esse motivo, o porteiro José Antônio de Oliveira, encontrou a estudante subindo as escadas do prédio. Mas Salgado não soube informarqual apartamento Rafaela teria procurado, nem o paradeiro das cordas. ?É comum a perícia recolher as cordas. Devem estar com eles?, desconversou. Rafaela também explicou por que demorou para avisar a polícia do segundon assalto.Nos próximos dias, Salgado vai interrogar a mulher do porteiro José Antônio de Olveira. Foi ela quem alertou o marido para a presença de um homem estranho no prédio, que saiu dirigindo o carro de Vera Fischer. O delegado espera que ela seja capaz de fazer o retrato falado do assaltante.

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