Vizinhos se espantam com a prisão de seqüestrador

A prisão do seqüestrador Pedro Ciachnowicz, 49 anos, na madrugada desta segunda-feira, em uma operação que durou seis horas e envolveu as polícias militar e civil do Paraná, além da polícia paulista; quebrou a tranqüilidade da rua Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no bairro Capão Raso, em Curitiba (PR), e deixou os vizinhos espantados com o caso.Pedro era fugitivo de São Paulo, onde cumpria 68 anos de prisão, mas após sua fuga mudou-se para Curitiba havia cinco meses, junto com a esposa, Maria de Fátima Marcondes, 43 anos. Segundo a vizinhança o casal era discreto e não conversava muito, mas nunca provocou nenhum problema.A dona de casa Ramalise Matoso, 27 anos, iria mudar-se para a casa vizinha à de Pedro, mas resolveu adiar um pouco sua mudança. "Quando eu acompanhava a reforma da minha casa eu conversava com a Fátima. Ela comentou que seu marido tinha lojas em São Paulo e sempre viajava. Nunca tive nenhum problema", afirma Ramalise. Na opinião de Fernanda Niedzieluk, 19 anos, a prisão de seu vizinho foi uma surpresa, apesar de achar estranho ele ter comprado uma casa com avaliação máxima de R$ 120 mil, por R$ 150 mil com dinheiro à vista. "O ex-proprietário é nosso amigo e falou desse detalhe", garantiu. Apesar da ação policial, Pedro se entregou somente com a presença de seu advogado e do delegado geral do Paraná, Adauto Oliveira. "Eu o prendi em 1986 e ele cumpriu pena aqui no Estado. Ele disse ter medo que outros policiais o matassem", explicou Adauto.Durante a prisão de Pedro houve troca de tiros, mas a única vítima foi o cão "Bradock", da raça rotweiller, que pertencia ao seqüestrador. Maria de Fátima também foi detida e se não houver nenhum problema, deverá ser colocada em liberdade.

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