Voltaremos a fazer campanha de rua, com participação popular, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu empenho aos governadores eleitos da base aliada para fortalecer a campanha a reeleição nos Estados. Ao abrir reunião com governadores eleitos no Palácio da Alvorada, Lula avaliou que é preciso uma campanha de rua para vencer as eleições no segundo turno. "Agora vamos voltar a fazer uma campanha mais de rua, de maior participação popular e de mais conversa com a sociedade", disse ele, na parte do encontro aberta aos jornalistas.O presidente se reuniu se reuniu com os seguintes governadores eleitos: Binho Marques (PT), do Acre; Eduardo Braga (PMDB), do Amazonas; Waldez Góes (PDT), do Amapá; Jaques Wagner (PT), da Bahia; Cid Gomes (PSB), do Ceará; Wellington Dias (PT), do Piauí; Marcelo Déda (PT), de Sergipe, e Marcelo Miranda (PMDB), do Tocantins.Também acompanham a reunião os ministros das relações Institucionais, Tarso Genro, da Casa Civil, Dilma Rousseff, da Secretaria geral da Presidência, Luiz Dulci, das Cidades, Marcio Fortes, e de Minas e Energia, Silas Rondeau, além do deputado eleito Ciro Gomes (PSB-CE) e do coordenador de campanha, Marco Aurélio Garcia.CobrançaO presidente, que já programou comícios em Juazeiro (Bahia) e Petrolina (Pernambuco), disse que esta é uma semana de preparação. "Vamos fazer uma campanha muito forte", destacou.E continuou: "A campanha não terminou para vocês (governadores). Se vocês acham que podem tirar férias, podem entender que estão em campanha".Ética e gentilezaLula disse que sempre fez campanhas éticas e prometeu "gentileza" no debate que terá com Alckmin. "Vamos fazer o primeiro debate com a mesma gentileza de sempre", afirmou o presidente. "Se quiserem enveredar por aí (denúncias de corrupção), vamos colocar na mesa o que tem que ser colocado, pois queremos discutir profundamente ética corrupção", acrescentou."Sempre fui um cidadão que fez a campanha mais limpa possível", afirmou ele, em sua segunda intervenção na reunião.EstadosLula avaliou que a disputa nos Estados foi mais agressiva. "Sei que nos Estados a guerra foi violenta. Se os estrangeiros chegassem na cidade, não veriam uma eleição, mas uma Guerra da Secessão", disse, referindo-se ao conflito ocorrido nos Estados Unidos no século XIX."O povo brasileiro vai escolher o melhor candidato em função do que conseguiu ver e das coisas que conquistou", afirmou.O mapa das eleiçõesLula também avaliou que o mapa do primeiro turno das eleições foi bom para os partidos da base aliada. "Os nossos adversários saíram da disputa eleitoral com menos força que entraram", disse.O presidente ressaltou que a oposição conseguiu vencer apenas nos Estados onde já dominavam a cena política. Lula não fez referência, no entanto, a Mato Grosso do Sul, onde o PT foi derrotado pelo PMDB, e nos Estados do Acre e Roraima, onde sua votação foi inferior à do candidato tucano Geraldo Alckmin.Lula evitou citar diretamente, nos dois pronunciamentos na reunião, o episódio envolvendo petistas em torno da compra de dossiê com denúncias contra candidatos tucanos.´Outra coisa´Lula disse que os estudos que comparam seu governo com o do presidente Fernando Henrique Cardoso são "mortais". "As pessoas não têm argumentos para debater política econômica e social. Se não têm, obviamente, procuram outra coisa", disse ele, sem especificar o que seria esta "outra coisa".RepublicanoLula afirmou que nos quatro anos de governo nunca discriminou no repasse de verbas governadores de partidos adversários. "O compromisso que tivemos nos quatro anos foi que nenhum governador foi discriminado por não pertencer a base aliada. Eu até arrumei atritos com pessoas do PT que diziam que eu estava dando dinheiro demais para quem não era do PT", contou.Lula avaliou que sua relação com os governadores sempre foi "republicana".

Agencia Estado,

04 de outubro de 2006 | 11h43

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