Voo 447 reportou pane antes de desaparecer dos radares

Air France diz ter recebido dados de curto circuito do aparelho que fazia trajeto Rio-Paris com 228 a bordo

01 Junho 2009 | 11h21

Familiares chegam ao aeroporto Charles de Gaulle, em Paris. Foto: Reuters

 

SÃO PAULO - Um voo da Air France que fazia o trajeto entre Rio e Paris desapareceu no Oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo, 216 passageiros e 12 tripulantes. O Airbus A330-200 partiu do aeroporto internacional Tom Jobim (Galeão) às 19h de domingo e deveria ter pousado no aeroporto de Charles de Gaulle (Paris) às 6h15 em Brasília (11h15 de segunda-feira, hora local). Poucas horas antes de sumir dos radares que acompanhavam o voo, o avião informou a ocorrência de um curto-circuito em seu equipamento elétrico.

 

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A última localização do avião é desconhecida. O último contato com o Centro de Controle de Área Atlântico (Cindacta 3) foi feito a 565 quilômetros de Natal. Às 22h48, quando a aeronave saiu da cobertura radar do Cindacta 3, as informações indicavam que o avião voava normalmente a 35.000 pés (11 quilômetros) de altitude e a uma velocidade de 840 km/h, segundo a FAB. "Já tinha passado por (Fernando de) Noronha às 22h33. Uma hora depois o avião teria que fazer contato por rádio novamente e nesse momento não fez esse contato", disse a assessoria da Força Aérea Brasileira (FAB). "Em função disso entramos em contato com a Ilha do Sal (Cabo Verde). A aeronave também não fez nenhum tipo de contato com eles e nem apareceu no radar", acrescentou. O conjunto dos controles aéreos civis brasileiro, africano, espanhol e francês tentaram em vão estabelecer contato com o voo AF 447. O controle aéreo militar francês tentou detectar o avião, sem sucesso.

 

 

 

"Provavelmente estamos diante de uma catástrofe", disse o executivo-chefe da Air France, Pierre-Henri Gourgeon, a jornalistas em Paris. Segundo o ministro dos Transportes da França, Jean-Louis Borloo, as inquietações são as mais graves. "Infelizmente tememos o pior, a situação é alarmante". Segundo Borloo, o avião já pode ter ficado sem combustível. "Neste ponto ele estaria sem as reservas de combustível então infelizmente nós precisamos agora imaginar o cenário mais trágico", afirmou ele, de acordo com a agência de notícias Reuters.

 

A Air France disse que os pilotos tinham grande experiência. O comandante tem 11 mil horas de voo e já tinha efetuado 1.700 horas no Airbus A330/A340. Os dois copilotos possuem: um 3 mil horas de voo, sendo 800 horas em Airbus A330/A340 e o outro 6600, sendo 2 600 em Airbus A330/A340. O avião tem um total de 18.870 horas de voo e começou a operar em 18 de abril de 2005, sendo que a última visita de manutenção em hangar foi feita em 16 de abril de 2009.

 

O avião levava 216 passageiros - 126 homens, 82 mulheres 7 crianças e um bebê - e 12 tripulantes. "Normalmente são muitos brasileiros. Nesses voos, em média, 50% são brasileiros e 50% estrangeiros", disse à Reuters Antônio Jorge Assunção, gerente da Air France no aeroporto Tom Jobim.

 

Um avião militar francês deixou uma base no Senegal para participar das buscas da aeronave da Air France. A aeronave será usada nas buscas, um Breguet Atlantique, partiu da principal base militar francesa em Dacar. O Atlantique é um avião de reconhecimento de longo alcance. A Força Aérea Brasileira também foi mobilizada para iniciar as buscas do avião e enviou dois aviões - P95 e C130 - com equipes especializadas em busca e resgate para a região do arquipélago de Fernando de Noronha.

 

 

Contato para familiares

 

A companhia disponibilizou números para atendimento aos familiares. No Brasil, os número de contato são para o Rio de Janeiro: (21) 3212-1806, (21) 3212-1884, (21) 3212-1889, (21) 3212-1894; Para todo o Brasil: 0800 881 2020. Na França, o número para contato é 0800 800 812. Parentes fora da França podem tentar em contato pelo número 33 1 57 02 10 55. O site da companhia é http://www.airfrance.com.br/.

 

A ANAC também disponibilizou dois telefones exclusivos para que os familiares obtenham informações: (61) 3366-9303 e (61) 3366-9307. A Anac ressalta que os telefones são exclusivos para atender familiares dos passageiros deste voo.

 

(Com Isabel Sobral e Andrei Netto, de O Estado de S. Paulo, Fabiana Marchezi, do estadao.com.br, e Reuters)

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